Dados oficiais do Inpe mostram queda de 22,3%, entre agosto de 2022 e julho de 2023, e fortalecem discurso brasileiro na COP-28, que deverá anunciar o Brasil como sede da COP-30, em 2025, na cidade de Belém.
São Paulo (SP) e Brasília (DF) - Após quatro anos consecutivos de taxas altíssimas, o desmatamento anual na Amazônia ficou abaixo de 10 mil km² pela primeira vez. De agosto de 2022 a julho de 2023, foram perdidos 9.001 km² de floresta, uma redução de 22,3% na comparação com o período anterior.
Os dados são do programa Prodes, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que foram divulgados nesta quinta-feira (9) e são considerados os números oficiais de desmate no país, sendo usados na definição de políticas públicas.
Os novos dados apresentados apontam que o desmate na Amazônia Legal caiu 40% no Amazonas, 21% no Pará, 42% em Rondônia e teve um aumento de 9% em Mato Grosso.
Foram perdidos 679,7 km². A maior marca até então para o período era de 451,5 km², em setembro de 2018. Em relação ao mesmo mês em 2022, o crescimento foi de 149% no bioma.
A taxa rompe o padrão estabelecido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e representa uma vitória para o presidente Lula (PT), que tinha na pauta ambiental um dos focos da sua plataforma eleitoral.
Marina Silva (Rede), escolhida pelo petista para chefiar novamente MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), foi a responsável pela criação do programa que reduziu o desmatamento de 27,8 mil km², em 2004, para a mínima histórica, de 4,6 mil km², em 2012.
Ela apontou também que os dados poderiam ser melhores, mas o retrato ainda considera cinco meses da gestão Bolsonaro. O período avaliado pelo Prodes vai de agosto a julho por ser o intervalo entre as estações secas da floresta amazônica, quando o desmate é facilitado pela falta de chuvas.
"Conseguimos uma redução de 22% do desmatamento mesmo tendo uma 'contratação' de 6.000 km² [desmatados na Amazônia] do governo Bolsonaro", afirmou a ministra, referindo-se às taxas de agosto a dezembro de 2022, que compõem os números recém-divulgados.
Esta foi a maior queda percentual no índice anual de desmatamento em uma década. De 2011 para 2012, a redução tinha sido de quase 29% - no entanto, a extensão do desmate era bem menor. Em 2011, tinham sido 6.418 km² derrubados. Em 2012, o valor atingiu o mínimo histórico do Prodes, de 4.571 km².
Os números são divulgados em meio a uma seca histórica na Amazônia, que fez rios virarem desertos e isolou comunidades. O fenômeno é provocado pela soma de fatores como o El Niño, as mudanças climáticas, o aquecimento do Atlântico Norte e a degradação da floresta.
A estiagem também facilita com que as queimadas associadas ao desmatamento se espalhem. Os incêndios florestais têm deixado Manaus, a cidade mais populosa da região, cheia de fumaça por vários dias.
Boas novas para a COP-28
Os números positivos são uma boa notícia para o governo brasileiro levar à COP28, a conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas), que acontece a partir de 30 de novembro em Dubai, nos Emirados Árabes. A cúpula é o principal espaço de discussão global sobre as mudanças climáticas e deve acontecer pela primeira vez no Brasil, em Belém, capital do Pará, no final de 2025.
Os dados do Inpe mostram que apenas os meses de agosto a dezembro de 2022 representaram uma alta de 54% em relação aos mesmos meses do ano anterior. Por outro lado, os sete primeiros meses do governo Lula tiveram uma redução no desmatamento de 42% em relação aos mesmos meses de 2022. Os números mensais são referentes ao Deter (sistema usado para subsidiar as ações de fiscalização).
(Foto: Divulgação/Greenpeace)
(Com a Folha)
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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