Diante da pressão de embaixadas, presidente precisa tomar decisões urgentes contra possível divisão do evento da ONU.
semana se encerrou com a confirmação da agenda do presidente Lula em Belém, na próxima sexta-feira, notícia que deixou preocupados os bastidores do governo do Pará. Ao mesmo tempo em que o clã Barbalho pode faturar politicamente, já que a visita de Lula é para entregas do programa Minha Casa, Minha, Vida, ao lado do ministro das Cidades, Jader Filho, Lula incluiu na agenda uma visitinha às obras de preparação para a COP30 - e aí a preocupação começa.

Fonte da Coluna Olavo Dutra garante que a participação no evento do Ministério das Cidades é muito mais um pretexto do presidente para conferir o que andou, e o que não andou, já que a última passagem de Lula por Belém foi no Círio de Nazaré, ocasião em que não foi possível circular tanto pela cidade.
Segunda a fonte, Lula precisa tomar uma decisão com urgência: é forte nos bastidores do Palácio do Planalto que a pergunta não é “se”, mas “quando” Lula vai anunciar a divisão da sede da COP30, já que a situação de Belém, antes avaliada como difícil só pela mídia da região Sudeste, hoje é uma preocupação real das embaixadas dos países que virão para o evento da ONU.
Os preparativos da chamada “COP Amazônia” receberam a menos de um mês a visita de uma comitiva da Secretaria das Nações Unidas para a Mudança do Clima - UNFCCC da sigla em inglês -, que ao final da missão fez ‘toda uma sala’ para o governo estadual, mas já deve ter repassado ao presidente Lula os pontos mais críticos do relatório.
O mais gritante talvez seja mesmo a questão das hospedagens, agravadas pelas notícias que ganharam o Brasil, sobre hospedagens em Belém por preços exorbitantes, algumas chegando à absurda cifra de R$ 2 milhões.
Uma solução que chegou a ser anunciada pelo próprio governo federal seria a dragagem do Porto de Belém para abrigar navios de alto padrão que serviriam de hospedagem. Polêmica por estudos que atestam uma alta taxa de assoreamento no local, o que faria da obra um desperdício de dinheiro público, ela acabou não saindo do papel, não se sabe se por esse ou outros motivos.
Já o Terminal Turístico que está sendo construído na mesma orla, no Armazém 10 da CDP, além de sofrer do mesmo mal - não comportar navios de grande porte -, é uma obra com andamento lento e sinais de que não vai ficar pronta até novembro. Segundo os próprios técnicos da área de navegação, o rio nesse local está assoreado e não teria condições de aportar nem uma lancha, imagine um transatlântico. Outro terminal que poderia ajudar seria o de Icoaraci, mas a obra atrasou 24 meses e só iniciou em agosto do ano passado. Então, a chance de ficar pronto é quase zero.
A insistência com o uso de navios levou o governo do Pará a contratar obras no Porto da Sotave, na Ilha de Outeiro, para tentar comportar até dois navios transatlânticos de cruzeiro que, juntos, somariam entre 4 e 5 mil leitos. A adaptação para o Porto da Sotave reduz para a metade o planejado para a orla de Belém, que seriam quatro navios.
A grande questão é se o calado do porto comportaria. O geólogo e professor universitário Luís Ercílio Farias, que frequentemente trabalha com grandes navios, inclusive os que operam no Porto de Outeiro, afirma que dependerá muito do tipo de navio que o governo pretende atracar no porto, que tem apenas 10 metros de profundidade.
“Vai depender muito do navio. Os navios graneleiros, por exemplo, não atracam lá porque o calado não comporta. Com transatlânticos, que são navios de grande porte, não será diferente: o calado não comporta”, explica Ercílio.
O geólogo afirma que o que pode ocorrer é que seja usada a mesma alternativa dos graneleiros, que ficam ao largo do porto, ou seja, aportam mais distante. “Nesse caso - de os navios aportarem ao largo -, como se trata de pessoas, outra embarcação seria necessária para fazer o transbordo até o porto, que por ser de cargas também não tem estrutura para receber turistas e teria que passar por adaptações”, alerta o professor.
Para agravar a situação de Belém frente aos leitos de hospedagens para a COP30, a avaliação de técnicos é de que o hotel que está sendo construído no antigo prédio incendiado da Receita Federal também não ficará pronto a tempo. O motivo seria uma obra necessária de reforço estrutural, para o prédio suportar grandes cargas das adaptações, com instalação de banheiro, vidros e mobília, entre outras.

·Em linha direta, o deputado federal Eder Mauro (foto) garante que não está apoiando ninguém na anunciada eleição para escolha e novo reitor da Ufra.
·Segundo o parlamentar, que comanda o PL do ex-presidente Bolsonaro no Pará, a fotografia em que aparece ao lado do marido da reitora Hedjania Veras é antiga e sua divulgação, hoje, ou é desespero de causa ou pura doidice. Vai vendo...
·Recados nada bacanas abundam em Belém nestes tempos de crise política. Em dois deles são mencionados “prefeitos” e “uma parlamentar”, sugerindo ingratidão e dívida de ambos.
·Extraído do Blog Pero Vaz de Caminha, assinado pelo ex-deputado Joércio Barbalho: “todo bom político deve ter a visão de mosca - ver e observar tudo o que passa ao seu redor, principalmente na corte palaciana”.
·Mais: “como dizia o dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues, a grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose”.
·Dizem que a nomeação do ex-prefeito de Santarém Nélio Aguiar, publicada ontem, para exercer o cargo de Secretário Regional de Governo, mais divide do que une o Baixo Amazonas.
·A nova presidência da OAB Pará deu um golpe de mestre - ainda que apenas para si. No processo eleitoral, Sávio Barreto e companhia percorreram todos os setores da sede, em Belém, para tranquilizar os funcionários sobre o fantasma da demissão.
·Todo mundo permaneceria onde estava caso a oposição vencesse. Mas era tudo lorota... Agora, com o poder nas mãos, a nova direção faz uma verdadeira limpa na da Ordem.
·Não quer qualquer resquício do que foi a antiga gestão, mesmo que, para isso, tenha que colocar - como está fazendo - servidores com mais de 20 anos de casa no olho da rua.
·Os setores afetados até agora são o gabinete da presidência, superintendência, chefia de manutenção, o setor jurídico e a chefia do setor de processos. Todos foram para o olho da rua com zero justificativa.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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