De ato político-cultural na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, a lançamento de grupos preparatórios em Belém e Brasília, todos querem marcar presença no evento da ONU.
Conferência do Clima da ONU, a COP30, é uma filha de muitos pais e vários filhos. Ao mesmo tempo em que os governos federal, estadual e municipal disputam quem terá maior protagonismo no encontro e, portanto, quem será o “pai da criança”, muitos “filhos” surgem buscando ter voz ativa no movimento. O que a maioria parece não saber é que a participação no evento mundial irá obedecer aos critérios e decisões dos promotores, quer dizer, a ONU determinará quem, como e se grupos e instituições podem ou não entrar na fila.

“A Cúpula dos Povos retoma o histórico brasileiro de receber grandes encontros nacionais com processos de mobilização protagonizados pela sociedade civil, como a Rio 92 e a Rio+20”, informa a comunicação do evento.
Duas comissões da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - a Episcopal para a Ação Sociotransformadora e a Episcopal para a Ecologia Integral e Mineração - integram a construção conjunta, que reúne mais de 400 movimentos sociais e populares, coalizões, coletivos, redes e organizações da sociedade civil.
A Cúpula também planeja construir caminho e calendário ao longo dos próximos nove meses de ações conjuntas para fortalecer metas e resultados da COP30 e engajar populações locais, povos indígenas, comunidades originárias e tradicionais, atingidos por eventos climáticos extremos.
Contudo, a reunião começou pelo Rio de Janeiro, isto é, longe da Amazônia, região onde a COP30 será realizada, em paralelo às discussões da COP. Movimentos populares e organizações da sociedade civil dizem que estão construindo a Cúpula dos Povos, tendo como eixo central a crise climática e suas consequências.
Em Belém, a Universidade Federal do Pará (UFPA) promoveu na quarta-feira, 5, o lançamento do grupo “Ciência e Vozes da Amazônia na COP30”, que pretende sensibilizar a comunidade acadêmica e promover o protagonismo das vozes amazônicas no contexto das mudanças climáticas.
No lançamento, foi reafirmada a importância da integração entre ciência e sociedade, fundamental para enfrentar os desafios impostos pelo aquecimento global, se propondo a construir pontes entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais, valorizando a diversidade sociocultural amazônida.
Representantes de movimentos sociais, reitores de universidades da Amazônia e especialistas em mudanças climáticas estiveram entre os convidados confirmados, assim como lideranças indígenas, quilombolas e representantes da sociedade civil organizada.
Para garantir a organização e divulgação das ações, a UFPA constituiu, em dezembro passado, a Comissão Executiva da COP 30. A UFPA também solicitou o status de entidade observadora para o Secretariado da Convenção sobre Mudanças Climáticas, que comunicará sua decisão nos próximos meses. “Como entidade observadora, a UFPA poderá estar presente na Blue Zone da COP30 para influenciar diretamente as negociações e fortalecer a defesa da Amazônia”, disse o professor Antônio Maués, integrante da comissão.
Por seu lado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, que estaria com o cargo ameaçado, disse que vai haver participação social na COP30, ampliando as vozes desses movimentos na Conferência. A proposta de Macêdo é reproduzir a experiência do G20 Social, realizado em 2024, no Rio de Janeiro, quando a pasta sob a gestão do ministro organizou debates e seminários abordando temas como o enfrentamento da fome, da pobreza e das mudanças climáticas.
Segundo Macêdo, durante a COP30, o governo brasileiro pretende fomentar discussões sobre como as nações mais ricas poderão compensar moradores de países periféricos diretamente afetados pelas mudanças no clima. “Até o momento, não há previsão de apresentações musicais na programação da COP”, informou o ministro. Em 2024, os shows promovidos no G20 Social foram alvo de fortes críticas da oposição, que apelidou o evento de “Janjapalooza”.
Na sexta-feira, 7, foi encerrada a programação do planejamento tático e operacional da Diretoria de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Funai, dedicado às discussões sobre a participação da Fundação na COP30. O encontro teve início na quarta-feira, 5.
Os participantes puderam contribuir sobre o que a autarquia pode levar para as discussões. As propostas foram consolidadas e seguem sob apreciação da Diretoria Colegiada da Funai. Nos próximos dias, a Funai vai publicar portaria criando um grupo de trabalho para tratar exclusivamente sobre a participação no evento.
Outros temas abordados envolveram o plano de sustentabilidade pós-desintrusão de terras indígenas, enfrentamento às emergências climáticas, direcionamento do trabalho das cinco coordenações-gerais, entre outros.
Na terça-feira passada, 4, em Brasília, houve uma reunião realizada pelo Ministério da Agricultura para alinhamento das ações da pasta para a COP30 com a presença de 59 representantes de 41 organizações do agronegócio que compõem o Instituto Pensar Agropecuária.
O titular do Ministério, ministro Carlos Fávaro, deixou claro que o setor terá presença garantida na COP30 e que ele será enaltecido com dados que comprovam sua sustentabilidade no País. Fávaro reforçou o compromisso do Ministério em defender o agronegócio brasileiro e de gerar mobilização contra ataques e informações distorcidas e equivocadas.

·Dizem que, mediante a recusa da Presidência da República em disponibilizar informações sobre a gastança de Janja (foto), a Procuradoria-Geral da República deverá investigá-la.
·Como Lula abomina transparência, comenta-se que o inquérito aberto semana passada poderá ir muito além da ausência de informações sobre a quantidade de assessores à disposição da primeira-dama.
·O inexplicável sigilo em relação às visitas dos filhos de Lula ao Planalto, o uso do helicóptero presidencial por "terceiros" e os gastos com alimentação no Alvorada também estariam em pauta.
·Apurar irregularidades na gestão financeira e administrativa, além das travas operacionais que comprometem qualidade e custo dos serviços é o que a CPI dos Correios - que já conta com 28 assinaturas de senadores - promete averiguar.
·Como já era esperado, a gasolina disparou de preço após a alta do ICMS, alcançando o maior valor em dois anos.
·Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do litro da gasolina "subiu 2,4% nos postos", de R$ 6,20 para R$ 6,35.
·Mas, em Belém, terra de ninguém, a maioria dos postos passou a cobrar até R$ 6,49 à vista e mais de R$ 7 se a compra for no cartão de crédito.
·Um novo navegador de internet traz foco em bem-estar e mindfulness - técnica de meditação que consiste em estar atento e concentrado no momento presente, sem julgamentos.
·O software busca ajudar usuários a navegar na web de forma concentrada, relaxada e menos estressante.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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