CPH divulga "esclarecimentos" sem se referir à revogação da contrapartida de R$ 5 milhões do Estado e garante normalidade no cronograma de obras.
Nove homens apareceram hoje no canteiro de obras do terminal de Icoaraci, onde não foram vistos ontem/Fotos: Coluna Olavo Dutra.
udo leva a crer que a Companhia de Portos e Hidrovias do Pará, a CPH, presidida pelo suplente de senador do PT, Josenir Nascimento, não coloca na conta de “corte de gastos” a revogação da contrapartida de mais de R$ 5 milhões para obras da construção de terminais portuários destinados a atender às demandas da COP30, em novembro, em Belém.
Só a falta desse singelo entendimento - na ausência de informações que caberiam muito bem no item transparência explica - mas não justifica -, a nota de esclarecimento encaminhada à Coluna Olavo Dutra negando “corte de recursos destinados à obra do Novo Terminal Hidroviário de Icoaraci” e outras referências feitas à gestão da Companhia.
Na nota, a Companhia “reforça que as obras do terminal seguem em andamento, com avanços significativos. A rampa de embarque e desembarque já está concluída, e a estrutura metálica que compõe o novo terminal está em fase de finalização, com uma das três partes já concluída no estaleiro, pronta para ser instalada. Portanto, a informação de que os trabalhos estão paralisados não procede”.
Além disso, a Companhia esclarece que "não há débitos pendentes com a empresa responsável pela execução da obra e que os pagamentos vêm sendo realizados regularmente, assegurando o cumprimento do cronograma estabelecido e a entrega do novo terminal dentro dos prazos planejados”.
Das duas, uma: ou a Companhia de Portos e Hidrovias julga que “por trás das cercas que separam quintais” - aliás, dos tablados que protegem as obras - tem pessoas trabalhando, ou tenta atribuir à coluna um blefe. A revogação da contrapartida consta da edição 36.132 do Diário Oficial do Estado publicado no último dia 12, depois de ser anunciada no início do ano e publicada no Diário Oficial número 36.086, de 3 de janeiro, conforme os documentos abaixo. Se isso não é corte, paciência.
Com relação a atraso de pagamento de aluguel e ausência de recolhimento de impostos, a coluna está em posse de documentos denunciando justamente esta situação, mas se reserva o direito de não publicar para evitar danos a terceiros. Quanto a afirmar que as rampas metálicas a serem instaladas estão prontas, há divergências - são construídas em aço e não em plástico para desespero do “estaleiro” responsável.
A Companhia não faz referência ao atraso histórico da obra de construção do Terminal de Icoaraci, mas jura que os trabalhos seguem normalmente, sem mencionar que o prazo de conclusão venceu em outubro do ano passado, o que a coloca, para entendimento da gestão, completamente fora do cronograma. Fotos e vídeo mostraram um cenário vazio até ontem pela manhã, embora na manhã de hoje tenham sido contados exatamente nove homens manipulando máquinas e equipamentos. Voltaram ao trabalho - ora vivas. Fica a torcida pelo sucesso da empreitada, pois a COP não pode esperar.
Quanto ao Terminal Turístico de Belém, a Companhia não usou a nota de esclarecimento para esclarecer ou justificar, em detalhes, o que vem acontecendo, reservando para si, possivelmente, de maneira exclusiva, o direito de manipular a informação e os fatos segundo sua vontade, deixando a população “a ver navios”, com o perdão do trocadilho.
Prova de que transparência não é bem de raiz por estas bandas, mas a coluna segue aberta a quem interessar possa.


·A deputada Duda Salabert (foto), sugeriu que a capital do Brasil seja temporariamente transferida para Belém durante a Conferência do Clima, a COP30, em novembro.
·“A transferência temporária da capital do Brasil para Belém reforçaria a importância da Amazônia na agenda ambiental internacional, permitindo uma maior interlocução entre as autoridades brasileiras e as delegações estrangeiras, além de impulsionar o desenvolvimento local e fortalecer o papel do Brasil como protagonista nas negociações climáticas” - diz a parlamentar.
·Apesar de simbólica, a mudança de capital garantiria que todas as decisões assinadas pelo governo federal durante o período da transferência seriam assinadas de Belém e não de Brasília, tal qual aconteceu durante a ECO 92, quando a capital do País foi o Rio de Janeiro.
·Detalhe: para que a mudança temporária da sede do governo tenha validade, é necessária a aprovação do Congresso Nacional e sanção do presidente Lula.
·Ontem, enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital Ofir Loyola reuniram a portas fechadas com a nova diretoria para alinhar condições de trabalho e eliminar distorções operacionais, além de estabelecer um novo padrão de atendimento ao público.
·Sem perspectiva de explorar a imensa reserva de óleo bem ali na Margem Equatorial, a Petrobras passou a buscar parceria com países africanos, a fim de recompor suas reservas de óleo e gás.
·Não passa de mero jogo pra torcida a fala de Lula de que "é culpa dos atravessadores" o fato de o preço dos combustíveis estar pela hora da morte.
·Quem não lembra que, recentemente, o próprio presidente avalizou a "volta triunfal" do ICMS como forma de agradar aos governadores?
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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