País teve mais de 17 mil focos de incêndio de janeiro a abril, aumento de 81% em relação a 2023. Desse total, 1.058 foram registrados em território paraense.
São Paulo, SP; e Belém, PA - O Brasil registrou um número recorde de incêndios florestais de janeiro a abril, com mais de 17 mil identificados, mais da metade deles na Amazônia. O Pará é o terceiro Estado com mais focos: 1.058.
O MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) atribuiu o aumento das queimadas aos efeitos das mudanças climáticas, que agravam as secas. Em diversas regiões, os incêndios são uma técnica amplamente utilizada pelo agronegócio para abrir pastagens e áreas para plantação.
No total, foram registrados 17.182 incêndios nos primeiros quatro meses de 2024, segundo imagens de satélite do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) disponibilizadas nesta quinta-feira (2). O número representa um aumento de 81% em relação ao mesmo período de 2023.
Recorde
A quantidade de incêndios é sem precedentes para esse período desde que os dados começaram a ser compilados, em 1998. O recorde anterior era de 2003, quando ocorreram 16.888 incêndios de janeiro a abril.
Na Amazônia brasileira, que abriga mais de 60% da maior floresta tropical do planeta, o Inpe contabilizou 8.977 incêndios de janeiro a abril, o maior número desde 2016. Os dados representam um aumento de 153% em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre os estados da Amazônia Legal, Roraima puxou a alta nos números, com 4.609 incêndios computados de janeiro a abril de 2024. Em segundo lugar, vem Mato Grosso, com 4.131 focos, seguido por Pará (1.058), Maranhão (809), Tocantins (522), Amazonas (368), Rondônia (214), Acre (25) e Amapá (6).
Situação alarmante
O governo Lula (PT) conseguiu reduzir pela metade o desmatamento na Amazônia em seu primeiro ano de mandato, em 2023, após uma disparada durante a gestão de Jair Bolsonaro (2019-2022). Mas a situação dos incêndios continua alarmante.
"Os incêndios florestais no Brasil e em outros países da região, como Chile e Colômbia, são intensificados pela mudança do clima e por um dos El Niños mais fortes da história, que causou estiagens prolongadas em diversas áreas da Amazônia em 2023", afirmou o ministério do Meio Ambiente em nota.
Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace
(Com a Folha)
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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