Levantamento do Ministério da Educação também aponta que metade dos 395 mil docentes ouvidos se deparou com casos de discriminação nas instituições de ensino
Rio de Janeiro, RJ - Oito em cada dez professores da rede pública relataram, em um levantamento feito pelo Ministério da Educação (MEC), ter presenciado atitudes de bullying em sala de aula, no ano de 2023. A pesquisa também mostrou que metade dos mais de 395 mil docentes ouvidos se deparou com casos de discriminação nas instituições de ensino.
Essa é a segunda vez que o Inep, responsável pelas estatísticas educacionais do governo, inclui essas perguntas, feitas a professores de mais de 70 mil escolas.
Os dados, recolhidos pelo questionário destinado a professores de Português e Matemática na aplicação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), apresentam um cenário de escolas enfrentando graves conflitos de relacionamento - algo similar ao que se viu na série “Adolescência”, sucesso da Netflix.
Eles mostram que somente 23% relataram não haver bullying (caracterizado pela pesquisa como ameaças ou ofensas verbais) em sua escola naquele ano, enquanto 59% disseram haver poucas vezes, 16% muitas vezes e 2% informam que sempre há casos desse tipo.
Discriminação
A pesquisa também mostra que 44% dos entrevistados disseram ter havido casos de discriminação poucas vezes durante o ano; outros 7% dizem que aconteceu muitas vezes, e 1%, sempre. O segundo segmento do ensino fundamental também é a etapa com mais professores relatando o problema, assim como o Distrito Federal aparece como recordista, com só 32% relatando que não presenciaram nenhum caso em 2023.
A pesquisa mostra que o ano de 2023 ficou marcado como um dos que mais registrou ataques a escolas - o mais extremo sintoma de crise de convivência na educação. Além disso, foi também o primeiro ano de volta às aulas plenas depois da pandemia da Covid-19, e ainda o que computou, pela primeira vez na história do Sistema Único de Saúde (SUS), mais casos de ansiedade em crianças e adolescentes do que em adultos.
Na avaliação de especialistas, o Brasil precisa criar uma orientação nacional que organize as ações para promoção da convivência nas escolas. A pesquisadora acrescenta que, atualmente, há apenas algumas unidades de ensino que conseguiram organizar um plano intencional e sistematizado para trabalhar com o tema, assim como se faz com Português e Matemática, por exemplo.
“Há escolas que têm planos, com formas de protagonismo ao estudante, comunidades de cuidado e apoio, uso de linguagem e comunicação não-violenta. Mas são ilhas de excelência, propostas artesanais. Falta ao Brasil, infelizmente, uma política pública para combater o problema”, Luciene Tognetta, líder de um grupo de estudos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) sobre convivência na escola e violência.
Foto: Divulgação
(Com O Globo)
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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