O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará) realizou sessão de julgamento na manhã desta terça-feira (15.10) em que decidiu manter a prisão preventiva de Francisco de Assis Galhardo do Vale, Ellis Dangeles Noronha Martins e Geremias Cardoso Hungria.
Acusados de crime eleitoral, eles foram presos em flagrante no dia 4 de outubro, véspera do primeiro turno das Eleições Municipais de 2024, após denúncia anônima de que o coronel da PolÃcia Militar Francisco Galhardo faria um saque com o objetivo de comprar votos.
O TRE informou que ele teria sacado R$ 4.980.000,00 (quatro milhões e novecentos e oitenta mil reais). Além disso, no carro conduzido pelo gerente de fazenda Geremias Cardoso Hungria, foram encontrados R$ 380.000,00 (trezentos e oitenta mil reais) e o restante, R$ 4.600.000,00 (quatro milhões e seiscentos mil reais), foram encontrados com o cabo Elis Dangeles Noronha Martins dentro de uma agência bancária.
Sobre o primeiro valor, segundo o TRE, Francisco Galhardo e Geremias Hungria teriam dito que serviria para pagar funcionários da Fazenda de "Antônio Doido" (candidato à prefeitura de Ananindeua) e a outra quantia (maior parte) ficou sem explicação alguma.
Ao julgar o pedido de habeas corpus impetrado pelos acusados, o TRE do Pará decidiu, por 4 votos a 2, manter a prisão preventiva, concordando com o JuÃzo da 50ª Zona Eleitoral, de Castanhal, que converteu a prisão em flagrante em preventiva.
De acordo com a juÃza Rosa Navegantes de Oliveira, membro efetivo da Corte Eleitoral, relatora do habeas-corpus, a manutenção da prisão preventiva é essencial para garantir a lisura das investigações e evitar qualquer tipo de interferência por parte dos acusados. Para a magistrada, a gravidade das acusações e a posição de autoridade dos réus justificam a medida cautelar.