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Vice-governadores no poder que não viram voto e acendem alerta nos Estados

Levantamentos iniciais mostram desempenho tímido de sucessores de governadores; no Pará, quadro foge à regra, mas ainda inspira cautela.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 29/04/26 08:20
Vice-governadores no poder que não viram voto e acendem alerta nos Estados
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 largada informal da corrida de 2026 começa a consolidar um padrão incômodo para grupos no poder: ocupar o governo não tem sido suficiente para garantir tração eleitoral. Em diferentes Estados, vice-governadores que assumiram o comando após a saída dos titulares enfrentam dificuldade para converter a máquina administrativa em intenção de voto, e expõem uma fragilidade que pode redesenhar disputas locais.

No Pará, Hana aparece tecnicamente empatada na liderança, ao contrário dos sucessores de Romeu Zema, Eduardo Leite e Ratinho Júnior/Fotos: Divulgação.
Os primeiros levantamentos indicam desempenho ainda modesto desses nomes, mesmo com a visibilidade institucional do cargo. A leitura nos bastidores é direta: a transferência de capital político - tida como automática em ciclos anteriores - já não opera com a mesma eficiência.

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Baixa na largada

Em Minas Gerais, Mateus Simões, que assumiu após a saída de Romeu Zema, aparece com cerca de 4% das intenções de voto. O número reflete um desafio clássico: transformar exposição administrativa em reconhecimento eleitoral em um colégio grande e competitivo.

No Rio Grande do Sul, o cenário se repete. Gabriel Souza, sucessor de Eduardo Leite, marca aproximadamente 4,7%. Mesmo com a estrutura de governo, ainda não conseguiu consolidar presença junto ao eleitorado.

No Paraná, o grupo governista, hoje orbitando em torno de Darci Piana após a saída de Ratinho Júnior, também enfrenta dificuldades para transferir capital político. Nomes ligados ao Palácio aparecem em patamares baixos nas pesquisas iniciais.

Um terreno aberto

O Rio de Janeiro apresenta um quadro ainda mais fragmentado. Sem um sucessor natural claramente viabilizado pelo grupo de Cláudio Castro, a disputa se organiza em torno de nomes externos à máquina estadual. O prefeito Eduardo Paes larga na frente, com cerca de 42%, ocupando o vácuo deixado pela indefinição governista.

Mas há exceções à regra e nem todos os estados seguem essa tendência. Em Goiás, Daniel Vilela, que assumiu após Ronaldo Caiado, aparece na dianteira. O desempenho sugere uma transição mais bem ancorada politicamente, com base consolidada e maior capacidade de transferência de prestígio.

No Pará, o cenário também se diferencia - ao menos por enquanto. A governadora Hana Ghassan, sucessora de Helder Barbalho, surge em empate técnico na liderança. O dado indica competitividade, mas está longe de encerrar a disputa.

Pará em observação

Apesar da posição inicial mais confortável, aliados reconhecem que o desafio local segue aberto. A consolidação do nome de Hana depende de fatores que vão além da estrutura de governo: definição da chapa, escolha do vice e acomodação de aliados ainda em movimento no tabuleiro estadual.

Papo Reto

Uma reunião, ontem, na Assembleia Legislativa, juntou o ex-delegado Fernando Moraes, o presidente Chicão Melo (foto) e o deputado Nilton Neves para destravar o processo de promoções da Polícia Civil. O caso segue na Casa Civil, com expectativa de publicação em 1º de maio.

•Pelos dados em circulação, o aval técnico teria mantido, por ora, mas ficariam de fora cargos em extinção como motorista policial, perito e auxiliar técnico. A exclusão gerou reação interna e cobrança por revisão da lista.

No PAE nº 2026/2388596, o Delegado-Geral pediu reconsideração: quer antecipar os efeitos financeiros para maio. O movimento, porém, não incluiu - ao menos até aqui - a reinserção dos cargos excluídos.

•Entre servidores, causa estranheza o foco no calendário de pagamento, sem avanço paralelo na ampliação da lista. A crítica é direta: discutir maio ou junho seria secundário diante da cobrança por inclusão.

Há parecer técnico apontando viabilidade orçamentária, mesmo assim, o processo segue travado em decisão de natureza política e administrativa.

•Moraes levou o pleito ao Legislativo e diz ter encontrado “atenção positiva” do presidente Chicão Melo e do deputado Nilton Neves para revisar a listagem e acelerar a publicação.

A base cobra tratamento isonômico e fala em união para evitar “distorções”. Nos bastidores, a leitura é de que ainda há janela para ajuste antes da canetada final.

•Na Feira Agrícola Agrishow, Flávio Bolsonaro disse que "o governo Lula trata o agro como lixo" e que “as pessoas não precisarem depender de político nenhum”.

Plataformas onde usuários compram e vendem previsões sobre realities shows, eventos esportivos, eleições e jogos eletrônicos passaram a ser consideradas Bets.

•A Anatel foi para cima delas e já bloqueou 27 plataformas, incluindo a Polymarket, maior na categoria no Brasil.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.