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DELEGADOS DE POLÍCIA

Em meio a impasse com governo do Pará, delegados denunciam tratamento desigual e blindagem midiática

“Diferença de tratamento compromete o princípio da isonomia e afeta a transparência que deve orientar administração e debate público.

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  • Da Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 28/02/26 17:00
Em meio a impasse com governo do Pará, delegados denunciam tratamento desigual e blindagem midiática
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indicato dos Delegados de Polícia do Pará (Sindpol) divulgou análise jurídica na qual sustenta haver “seletividade institucional” e possível “blindagem midiática” na cobertura de investigações que envolvem integrantes da Polícia Civil.

Documento assinado pelo presidente do sindicato sugere que investigações envolvendo a cúpula da Polícia do Pará têm visibilidade apenas relativa/Fotos: Divulgação
No documento, assinado pelo presidente da entidade, Ednaldo Santos, o sindicato afirma que integrantes da alta cúpula da corporação estariam sendo alvo de notícias-crime e procedimentos investigativos em curso, sem que tais fatos recebam divulgação proporcional por parte de veículos de comunicação locais. Em contraste, segundo a análise, servidores de níveis intermediários seriam expostos de forma mais intensa quando passam a responder a apurações, inclusive ainda em fase preliminar.

A manifestação ocorre em meio ao momento de tensão entre a categoria e o governo estadual, marcado por divergências quanto a direitos, deveres funcionais e condições institucionais de trabalho.

Tratamento desigual

O texto sustenta que há representações formalizadas contra delegados atualmente sob investigação, mas que tais procedimentos não teriam recebido visibilidade equivalente à dispensada a outros servidores. A entidade afirma não defender qualquer tipo de impunidade, mas questiona a assimetria na exposição pública dos casos.

Outro ponto levantado é o impacto das condições de trabalho sobre a saúde física e mental de policiais civis, especialmente daqueles que atuam em funções operacionais e administrativas intermediárias.

Segundo o sindicato, essas circunstâncias costumam ser ignoradas em narrativas que classificam condutas individuais sem contextualização mais ampla.

Interesse público

Para o Sindpol, o debate não deve ser interpretado como corporativo, mas como questão de interesse público. A entidade defende que a sociedade tem direito à informação “integral, equilibrada e responsável”, independentemente da posição hierárquica do agente investigado.

Até o momento, não houve manifestação oficial do governo do Pará sobre o teor específico da análise divulgada pelo sindicato. O espaço permanece aberto para posicionamento do Executivo estadual.

Nos bastidores, o documento é interpretado como mais um capítulo do embate institucional entre a categoria dos delegados e o governo, em um cenário no qual as divergências administrativas começam a transbordar para o campo político e comunicacional.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.