Infiltrações, mofo e falhas de biossegurança ligam sinal amarelo sobre deterioração estrutural da unidade em Belém.
m relatório de visita sindical realizado no Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, lançou luz sobre um problema que há anos preocupa profissionais de saúde e especialistas em gestão pública: o avanço do sucateamento da infraestrutura em hospitais universitários federais.

Segundo o relatório, o espaço destinado ao repouso de médicos, enfermeiros e técnicos é insuficiente para o número de trabalhadores e não dispõe de estrutura adequada para alimentação. Também foi apontada a ausência de vestiários, situação que, de acordo com o documento, obriga profissionais - especialmente mulheres - a utilizar o almoxarifado da unidade para troca de roupas de trabalho.
Outro ponto crítico relatado na inspeção é o compartilhamento de banheiros entre pacientes e profissionais, prática considerada inadequada em ambientes hospitalares por aumentar o risco de contaminação cruzada.
Na Unidade de Recuperação, onde pacientes permanecem após procedimentos cirúrgicos, os problemas estruturais incluem infiltrações nas paredes, presença de mofo e danos no piso. O relatório também menciona a ausência de porta de isolamento na área de expurgo - setor destinado ao descarte de materiais contaminados - o que pode permitir a circulação de aerossóis potencialmente infectantes no ambiente clínico.
O documento será encaminhado a órgãos de fiscalização sanitária e administrativa, com pedido de avaliação urgente das condições estruturais e de biossegurança da unidade hospitalar.
Embora o caso tenha sido registrado no Barros Barreto, profissionais do setor afirmam que o problema não é isolado. Hospitais universitários em diferentes regiões do País enfrentam dificuldades semelhantes, muitas delas ligadas ao envelhecimento das estruturas físicas e à insuficiência de investimentos em manutenção.
Essas unidades ocupam posição estratégica no sistema público de saúde. Além de atender pacientes do Sistema Único de Saúde, funcionam como campo de formação para médicos, enfermeiros e outros profissionais da área da saúde, além de abrigar pesquisas clínicas e programas de residência médica.
Nos últimos anos, a gestão de boa parte desses hospitais passou a ser feita pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal criada para profissionalizar a administração das unidades e reduzir déficits históricos de pessoal. Ainda assim, relatos de trabalhadores e entidades sindicais indicam que os problemas estruturais persistem.
Entre as dificuldades mais citadas estão prédios antigos com manutenção irregular, equipamentos hospitalares obsoletos, carência de profissionais e áreas de apoio insuficientes para trabalhadores que enfrentam longos plantões.
A deterioração das estruturas hospitalares não afeta apenas o cotidiano dos trabalhadores. Ela também compromete diretamente a formação acadêmica e o atendimento à população.
Hospitais universitários são responsáveis por grande parte da formação prática de estudantes e residentes em saúde. Quando a infraestrutura falha, diminuem as condições adequadas para treinamento clínico, pesquisa e atendimento especializado.
Para especialistas em gestão universitária, a situação reflete um problema estrutural mais amplo: muitas das edificações que abrigam universidades e hospitais federais foram construídas entre as décadas de 1960 e 1980 e hoje apresentam desgaste acumulado, enquanto os recursos destinados à manutenção nem sempre acompanham as necessidades dessas estruturas.
O relatório sobre o Hospital Barros Barreto acabou se transformando em mais um sinal de alerta sobre a condição atual das universidades federais brasileiras.
De laboratórios com equipamentos defasados a prédios com infiltrações e áreas hospitalares que operam no limite de suas condições físicas, o cenário descrito por trabalhadores e especialistas revela uma realidade que se repete em diferentes instituições.
No papel, hospitais universitários seguem sendo pilares da ciência, da formação médica e do atendimento de alta complexidade do SUS. Na prática, muitos deles convivem com estruturas envelhecidas e manutenção irregular.
O caso revelado em Belém apenas reforça uma pergunta cada vez mais presente no debate público: se as universidades federais são a espinha dorsal da pesquisa científica e da formação profissional no país, até quando será possível sustentar esse sistema com estruturas que envelhecem mais rápido do que a capacidade do Estado de recuperá-las?

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Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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