Brasil já conta com 5 milhões de unidades desse tipo de aparelho, que funcionam mesmo com a regulamentação proibida pelos órgãos oficiais.
m julho do ano passado, a Polícia Civil do Pará deflagrou uma operação contra fraudes em concursos públicos que prendeu cinco pessoas em Marituba, Região Metropolitana de Belém. A novidade, no entanto, estava no modus operandi da quadrilha. Microtelefones, comprados na internet pelo nome de minicelulares, eram escondidos nas partes íntimas e nos calçados dos candidatos para receber, via sinal de vibração, as respostas corretas.

Os suspeitos foram presos em flagrante, com policiais atuando disfarçados como fiscais. Um dos detidos, ao perceber a movimentação, correu para o banheiro e tentou se livrar do aparelho pela descarga do vaso sanitário.
Em março, outras 13 pessoas já haviam sido presas por participarem de esquema similar nas cidades de Castanhal e Belém durante uma prova para o concurso do Banco do Estado do Pará (Banpará). Casos parecidos ocorreram em Minas Gerais, Ceará e Alagoas.
O bando contratava com professores que resolviam as provas e repassavam os gabaritos, por meio dos minúsculos aparelhos, aos candidatos. Na investigação, foi apurado que o grupo cobrou R$ 2 mil e, caso o candidato fosse aprovado, pagaria um valor adicional de R$ 20 mil. O caso foi registrado na Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes (Deof) do Pará.
Do tamanho de uma tampa de caneta ou um isqueiro e pesando apenas 20 gramas, o mesmo que uma pilha AA, os minicelulares são quase imperceptíveis. Esses aparelhos não têm autorização para serem vendidos no Brasil, mas, ainda assim, tornaram-se comuns em presídios do País, onde entram despercebidos e param facilmente nas mãos de bandidos encarcerados.
A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estima que o número de minitelefones circulando nacionalmente já se aproxima das 5 milhões de unidades - uma fração diante dos 270 milhões de aparelhos ativos convencionais, mas mais do que suficiente para desafiar autoridades carcerárias.
Os primeiros casos de minicelulares encontrados em presídios remontam a 2015, quando um aparelho de apenas 7 centímetros foi localizado dentro de uma pomada enviada por correio ao Centro de Detenção Provisória de São Paulo. Os agentes acharam o dispositivo ao tentarem, e não conseguirem, espremer a pasta como parte da fiscalização de rotina.
Dois anos depois, também em São Paulo, telefones diminutos voltaram a ser encontrados em um sabonete ou transportados por um pombo-correio. Em 2018 e 2019, episódios similares foram registrados no Rio de Janeiro e em Goiás.
Em setembro do ano passado, a Secretaria de Justiça de Mato Grosso anunciou ter encontrado um minicelular que imitava uma lata de Coca-Cola dentro de uma cela do Centro de Detenção Provisória de Juína, após um ano sem apreensões de aparelhos telefônicos na unidade. Já em São José do Rio Preto (SP), em abril, um detento que cumpria o regime semiaberto foi pego ao passar pelo raio-x após ingerir três minicelulares e quatro baterias.
Em Minas Gerais, garis foram pegos, em setembro, tentando entrar em uma cadeia com vários telefones em um caminhão - entre eles, minicelulares. O caso chamou a atenção, pois eles também levavam carregadores hidráulicos, capazes de recarregar um celular com fluxo de água. No ano passado, os aparelhos em miniatura foram encontrados dentro de rosquinhas enviadas por Sedex ao presídio de São João del Rei, em Minas Gerais.
Os minicelulares entram no Brasil de forma irregular a partir de países como o Paraguai. Eles também podem ser comprados por menos de R$ 100 em plataformas de e-commerce. Procurada, a Anatel disse que os pedidos de homologação desses dispositivos são indeferidos por serem produtos que se prestam a fins ilícitos.
Uma das marcas mais comuns, a L8Star, por exemplo, não tem aparelhos autorizados a serem comercializados no País. Segundo a Abinee, a participação dos telefones irregulares, de modo geral, nas vendas de 2025 representou 12% do total do mercado, o equivalente a 4,5 milhões de unidades. A entidade também estima que circulem no país 5 milhões de minicelulares não homologados.
O problema não se limita ao Brasil. Em maio deste ano, a França deflagrou a operação “Prison Break” para combater a circulação desses aparelhos em 66 presídios. As autoridades do país europeu buscavam 5 mil telefones que estariam escondidos em 500 celas.
Por meio dos microcelulares, de forma não muito diferente dos detentos brasileiros, os presos franceses seguiam no tráfico de drogas e chegavam a ordenar a execução de desafetos. Na ocasião, a polícia francesa destacou que os aparelhos são vendidos com a promessa de serem “indetectáveis pelos portões de segurança de centros de detenção”.

•No ano passado, a Câmara Municipal de Belém teve 72 sessões, entre ordinárias e extraordinárias, mas nenhum dos vereadores compareceu na totalidade delas.
•Os mais assíduos foram Alfredo Costa, do PT, e Rodrigo Moraes, do PCdoB, presentes em 70 sessões. A que menos apareceu na Câmara foi Blenda Quaresma (foto), do MDB, presente em apenas 24 sessões.
•O perfil Tinkunaco News, em pesquisa baseada na declaração de bens de candidatos a cargos públicos na Justiça Eleitoral de 2022, mostrou os sete atuais governadores mais ricos no Brasil.
•No sétimo posto está Helder Barbalho, do MDB, que declarou patrimônio de R$ 18,7 milhões. No topo da lista está Romeu Zema, do Partido Novo, governador de Minas Gerais, com R$ 129 milhões.
•O Instituto Doxa publicou a lista dos 10 prefeitos paraenses mais bem avaliados em pesquisa no final do ano passado. Em décimo lugar está Rivaldo Campos, de Porto de Moz.
•É seguido por Artemes Oliveira, de Ipixuna; Kelly Destro, de Ulianópolis; Dr. Loredan, de Altamira; Job Jr., de Vigia; e Patrícia Alencar, de Marituba.
•Na mesma ordem aparecem Daniel Santos, de Ananindeua; Pio X Junior, de Irituia; Lauro Hoffmann, de Tailândia. Em primeiro está Eduardo Pio X, de São Miguel do Pará, com mais de 90% de aprovação.
•As exportações do agronegócio brasileiro renderam US$ 169,2 bilhões, 3,0% a mais em relação aos US$ 164,3 bilhões registrados em 2024.
•Não é nada, não é nada, mas o valor corresponde a 48,5% de todo o valor exportado pelo Brasil no ano passado.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.