Resultados do Enamed expõem fragilidade na base enquanto mestrados e doutorados avançam
s resultados recentemente divulgados do Enamed para a Universidade Federal do Pará acenderam um sinal de alerta. O curso de Medicina do campus de Altamira recebeu conceito 1, desempenho considerado insatisfatório, e as perspectivas não são animadoras para os próximos indicadores que serão divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sobre outros cursos da graduação.

Especialistas observam um fenômeno que chama atenção na UFPA: o descolamento entre a qualidade da graduação e a da pós-graduação. Enquanto cursos de graduação apresentam desempenho claudicante, os programas de mestrado e doutorado obtiveram resultados expressivos nas avaliações mais recentes da Capes.
O contraste não é trivial. Historicamente, universidades públicas sempre apresentaram maior robustez na pós-graduação, mas, no caso da UFPA, a diferença atingiu um patamar considerado preocupante por docentes e avaliadores.
Embora os bons resultados da pós-graduação possam sugerir euforia institucional, o cenário traz um problema estrutural. Graduação e pós-graduação são indissociáveis. Sem uma base sólida na formação inicial, o modelo se torna insustentável.
A médio e longo prazos, o risco apontado é o esvaziamento de cursos de graduação, com queda na procura por vagas e, no limite, o encerramento de programas. O resultado seria uma universidade com desempenho anômalo: excelência concentrada no topo e fragilidade na base.
Segundo especialistas, esse quadro não surgiu por acaso. Ele seria consequência direta de decisões estratégicas adotadas por gestões anteriores da UFPA, que passaram a priorizar de forma explícita a pós-graduação. A concentração de apoio logístico, financeiro e de docentes doutores nos programas stricto sensu ocorreu em detrimento dos cursos de graduação.
A estratégia chegou a ser verbalizada publicamente no passado, quando a instituição passou a defender a ideia de se transformar em uma universidade de perfil elitizado, com foco quase exclusivo na pós-graduação.
Outro fator apontado é a assimetria na distribuição de recursos. A pós-graduação, além de maior visibilidade científica e midiática, tem capacidade de captar financiamentos externos - algo praticamente inexistente na graduação, que depende dos recursos ordinários descentralizados pela administração central.
Desde o reitorado anterior, houve ainda a ampliação do poder da Pró-Reitoria responsável pela pesquisa e pós-graduação, incluindo a distribuição de equipamentos laboratoriais e a alocação de recursos financeiros. Segundo relatos internos, esses investimentos passaram a privilegiar programas e grupos alinhados politicamente à atual gestão da área. Enquanto isso, cursos de graduação permanecem com infraestrutura limitada e recursos escassos.
Especialistas defendem uma inflexão urgente na política institucional para evitar um cenário irreversível. A perda de atratividade dos cursos de graduação já é perceptível em processos seletivos recentes, com queda no interesse de candidatos.
Apesar dos alertas, decisões técnicas de grande impacto seguem travadas por disputas internas e critérios políticos. O risco, segundo avaliadores, é que a UFPA consolide um modelo desequilibrado: forte na pós-graduação, frágil na formação que deveria sustentá-la.

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Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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