Debate nas redes sociais sobre as universidades pode até render curtidas, mas os números encerram a discussão sem necessidade de torcida.
ensino superior brasileiro já fez sua escolha - e ela passa longe do discurso oficial. Dados do IBGE mostram que cerca de 80% dos universitários do País estão matriculados em instituições privadas. As públicas concentram pouco mais de 20%. Entre os calouros, a diferença é ainda maior: quase nove em cada dez ingressam no setor privado, impulsionados sobretudo pelo ensino a distância.

No Pará, o cenário é ainda mais concentrado. Levantamentos do Inep e do Semesp indicam que apenas 15,6% das matrículas estão em instituições públicas. A rede privada responde por mais de 84%. Na prática, para cada aluno em universidade pública no Estado, há cerca de quatro em instituições privadas. A exceção virou regra.
É nesse contexto que a situação da Universidade do Estado do Pará chama atenção - não como reflexo, mas como agravamento do cenário. Nos últimos anos, a universidade ampliou de forma consistente o número de repescagens para preencher vagas ofertadas. Em 2025, mais da metade das vagas precisou de chamadas subsequentes. Em cursos historicamente disputados, passaram a sobrar lugares.
Em 2026, o dado é ainda mais sensível: apenas cerca de 25% das vagas foram ocupadas na matrícula inicial. O restante depende da maior repescagem já registrada pela instituição.
O contraste fica mais evidente quando se observa o orçamento. Entre 2023 e 2026, os recursos destinados à Uepa cresceram cerca de 18%, ultrapassando R$ 570 milhões anuais.
Na conta mais conservadora, cada aluno mantido pelo Tesouro estadual custará algo em torno de R$ 2.200 por mês em 2026. Educação pública custa caro - e deve custar. O problema é pagar mais e atrair menos.
Os dados indicam que candidatos não faltam. As inscrições se mantêm relativamente estáveis. O que despenca é a escolha final. Cada vez mais aprovados optam por outras instituições, públicas ou privadas, e deixam a Uepa para depois - quando não descartam de vez.
Universidades não perdem alunos em massa por acaso. Quando isso acontece, a causa raramente está no vestibular.
Com orçamento crescente e vagas vazias, o debate deixa de ser acadêmico e passa a ser administrativo. Estrutura, gestão, serviços e credibilidade entram no centro da discussão.
Universidade pública não se mede apenas pelo valor aprovado na lei orçamentária, mas pela capacidade de ser escolhida. Quando o aluno vira as costas, o problema não é de marketing - é de confiança. E confiança, quando se perde, não se recompõe por repescagem.

•A cantora Valesca Popozuda (foto), que seria a maior atração do CarnaBelém no Complexo Ver-o-Rio, passou perrengue na noite de segunda-feira, 16, quando o show dela foi interrompido após uma pane nos equipamentos eletrônicos.
•A Prefeitura de Belém se apressou em dizer que a situação foi rapidamente controlada, mas Valesca ficou no palco por apenas 40 minutos.
•A cantora foi retirada do palco pelo Corpo de Bombeiros e voltou mais tarde, mas apenas para se despedir dos foliões.
•As pessoas que foram à Ilha de Cotijuba neste carnaval reclamam da situação precária das vias que levam às praias e pousadas mais disputadas.
•Lama, água e muitos buracos sacodem os foliões e motonetas que se atrevem a fazer o trajeto. Outro problema que se vê logo ao chegar são os vários monturos de lixo espalhados por toda a ilha.
• Estudo do Dieese aponta que os oito municípios da Grande Belém -Castanhal, Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara, Santa Isabel, Benevides e Barcarena – são responsáveis por 40% da mão de obra com carteira assinada no Estado, em números redondos.
•Os demais municípios absorveram 60% da mão de obra nos setores de serviços, comércio e indústria, respectivamente.
•Fernando Haddad afirmou que o Brasil tem um dos piores sistemas tributários do mundo, segundo o Banco Mundial, e disse que a reforma aprovada pode transformar o País em referência global em transparência e digitalização.
•Haddad afirmou que a fraude bilionária no Banco Master deixou pouca margem de ação às autoridades e defendeu reformas para fortalecer o arcabouço regulatório e evitar novos episódios semelhantes.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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