Universidade é a única da Amazônia a integrar rede de pesquisa sobre fluxos de carbono
Santarém, PA - A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) participou da apresentação oficial dos primeiros resultados do projeto internacional Carbon Amazon Research Activity (CarbonARA-Brazil), iniciativa científica coordenada pelo King’s College London, com financiamento da Agência Espacial Europeia (ESA) e participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O encontro, realizado por videoconferência, reuniu pesquisadores e representantes institucionais do Brasil e da Europa envolvidos em estudos sobre mudanças climáticas, monitoramento ambiental e fluxos de carbono na Amazônia.
A Ufopa é atualmente a única universidade da Amazônia integrante dessa rede internacional de pesquisa, desempenhando papel estratégico nas atividades científicas e operacionais realizadas em Santarém, no Oeste do Pará. Além da Ufopa e do Inpe, integram a iniciativa instituições como a Universidade de Milano-Bicocca, da Itália; o Royal Belgian Institute for Space Aeronomy, da Bélgica; e o British Antarctic Survey, do Reino Unido, entre outros parceiros científicos internacionais.
Representando a Ufopa, compõe a equipe o Prof. Dr. Júlio Tota, do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG), coordenador local do projeto. A reunião teve ainda a participação da vice-reitora da Ufopa, Profa. Dra. Solange Ximenes; da diretora de Programas de Observação da Terra da ESA, Simonetta Cheli; e do coordenador-geral de Ciências da Terra do Inpe, Prof. Dr. Luiz Eduardo Aragão.
Durante a reunião, a vice-reitora destacou o protagonismo da Ufopa nas atividades desenvolvidas em Santarém, especialmente no monitoramento realizado nas torres de pesquisa instaladas na Floresta Nacional do Tapajós e na Fazenda Experimental da Ufopa.
Essas estruturas vêm sendo utilizadas para medições contínuas de fluxos de carbono, variáveis meteorológicas e interações entre floresta e atmosfera, contribuindo também para a validação de dados obtidos por satélites internacionais de observação da Terra.
Segundo Solange Ximenes, a participação da universidade fortalece a inserção internacional da Ufopa e contribui diretamente para a produção de conhecimento estratégico sobre mudanças climáticas na Amazônia. “A Amazônia desempenha um papel central no ciclo global do carbono, e iniciativas como o CarbonARA são fundamentais para o avanço científico e para o fortalecimento institucional da região”, afirmou a vice-reitora.
Protagonismo da Amazônia
O projeto CarbonARA busca ampliar o conhecimento científico sobre o papel da Amazônia no balanço climático global, integrando medições em torres florestais, sensores terrestres, campanhas aéreas e dados de satélite para compreender os impactos das mudanças climáticas e das queimadas sobre os ecossistemas amazônicos.
De acordo com o Prof. Júlio Tota, a primeira campanha científica realizada em Santarém permitiu integrar observações terrestres, medições atmosféricas e informações de satélite em diferentes ecossistemas amazônicos. “O objetivo é compreender como a floresta amazônica responde às mudanças climáticas e às alterações no uso da terra, reduzindo incertezas sobre o papel da Amazônia no balanço global de carbono”, explicou o pesquisador.
Segundo o pesquisador, novas campanhas científicas já estão previstas para 2026 e 2027, ampliando a cooperação internacional e consolidando Santarém como uma área estratégica para pesquisas climáticas globais.
Além da produção científica, o projeto também contribui para a formação de estudantes e pesquisadores da região amazônica, fortalecendo a capacidade científica e tecnológica da Ufopa em redes internacionais de pesquisa sobre clima e meio ambiente.
Ações do projeto
Entre as iniciativas realizadas pelo projeto CarbonARA-Brazil para o monitoramento climático na região de Santarém, destacam-se as 55 horas de sobrevoo da aeronave britânica Twin Otter, do British Antarctic Survey.
Os voos ocorreram entre setembro e outubro de 2025, sobrevoando a Floresta Nacional do Tapajós e a Fazenda Experimental da Ufopa. Também se destaca a instalação de uma torre micrometeorológica de 40 metros de altura na Fazenda Experimental.
Essas torres são fundamentais em projetos de pesquisa para monitorar mudanças climáticas, estudar o impacto de atividades humanas e aprimorar modelos climáticos, sendo usadas em diversos ecossistemas como a Floresta Amazônica, o Cerrado e o Pantanal.
Foto: Ascom/Ufopa
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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