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AVISO DA NATUREZA

Susto de Mosqueiro acende alerta sobre fúria climática que pode visitar Belém

Temporal do último domingo coincide com sequência de fenômenos extremos no País e reforça a necessidade de a capital paraense investir em prevenção e adaptação às mudanças do clima.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 30/07/26 09:00

No caso de Belém, não se trata do que vai, mas do que pode acontecer - e se a cidade está mais preparada do que domingo, em Mosqueiro/Fotos: Divulgação.


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temporal que atingiu Mosqueiro no último domingo deixou um rastro de árvores derrubadas, vias interditadas, falta de energia em alguns pontos e muito medo entre moradores e veranistas. Em poucos minutos, a chuva intensa e os ventos fortes transformaram um dia de lazer em cenário de insegurança.

O episódio, no entanto, não deve ser tratado apenas como mais um contratempo provocado pelo inverno amazônico. Ele ocorre justamente quando o Brasil registra uma sucessão de eventos climáticos extremos, com tempestades, vendavais e enchentes ocupando as manchetes dos principais jornais do País.

Extremos frequentes

Meteorologistas alertam que a atmosfera mais aquecida favorece a ocorrência de fenômenos extremos. Ao mesmo tempo, a formação de um novo episódio do El Niño pode alterar o comportamento das chuvas em diversas regiões brasileiras nos próximos meses.

Isso não significa que o temporal de Mosqueiro tenha sido causado diretamente pelo El Niño. A ciência recomenda cautela antes de atribuir um evento isolado a um único fenômeno climático. O que já está bem estabelecido é que o aquecimento global e oscilações como o El Niño aumentam a probabilidade de chuvas intensas, rajadas de vento e outros episódios severos.

Belém está preparada?

Para Belém, a pergunta é inevitável. A cidade convive há décadas com problemas de drenagem, canais assoreados, ocupação de áreas sujeitas a alagamentos e uma arborização que, embora fundamental para amenizar o calor, exige monitoramento permanente.

Árvores antigas ou sem manutenção adequada podem se tornar um risco durante vendavais. Da mesma forma, bueiros obstruídos e sistemas de drenagem insuficientes ampliam os prejuízos quando a chuva cai com intensidade acima do normal.

O episódio de Mosqueiro mostrou como poucos minutos de instabilidade são suficientes para comprometer a mobilidade, interromper serviços e colocar pessoas em perigo.

Prevenção custa menos

Os especialistas são unânimes ao defender que a resposta aos eventos extremos não pode começar apenas depois dos estragos. Investimentos em poda preventiva, monitoramento da arborização, limpeza de canais, ampliação da drenagem urbana, sistemas de alerta e fortalecimento da Defesa Civil custam muito menos do que reparar os danos provocados por uma tragédia.

Planejamento urbano e gestão de riscos deixaram de ser apenas questões administrativas. Tornaram-se políticas públicas indispensáveis diante de um clima cada vez mais imprevisível.

Recado que vem da ilha

O temporal que assustou Mosqueiro talvez não tenha sido o maior já registrado na ilha. Mas foi suficientemente forte para lembrar que Belém também está sujeita aos efeitos de uma nova realidade climática.

As imagens de árvores tombadas e ruas bloqueadas impressionam. Mais importante, porém, é a mensagem que elas transmitem: a natureza está impondo novos desafios às cidades brasileiras. Ignorá-los seria um erro. Afinal, a questão já não é saber se outro evento extremo voltará a atingir Belém. A dúvida é se, quando isso acontecer - se acontecer -, a cidade estará mais preparada do que estava no último domingo.

Papo Reto

Abriram a bolsa de aposta nas correntes internas que compõem o PT no Pará, comandado pelo senador Beto Faro (foto). No centro das discussões está a indicação do vice na chapa de Hana Ghassan.

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Dois fatos sustentam as teses: não há qualquer menção ao acordo nas redes sociais, tampouco manifestação pública do senador Beto Faro, do ex-governador Helder Barbalho ou da candidata Hana Ghassan.

•Uma coisa é certa: a convenção estadual do partido não será festiva, como em anos anteriores, mas em um espaço da antiga Gráfica Suyá, reservado há poucos; a do MDB, idem - embora a grande festa esteja prevista para logo em seguida, no Mangueirinho.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.