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Sob recorde de inadimplência, Brasil vislumbra um 2027 com cenário desafiador

Para o próximo ano, as perspectivas da economia devem ser o principal motor da inadimplência, com uma combinação de fatores positivos e negativos

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  • José Croelhas | Especial para a COD
  • 17/05/26 10:00
Sob recorde de inadimplência, Brasil vislumbra um 2027 com cenário desafiador

O Brasil encerrou abril de 2026 com um cenário econômico doméstico bastante complicado: 74,82 milhões de pessoas inadimplentes, um recorde histórico na série levantada pela Confederação Nacional de Dirigentes Logistas/SPC Brasil.


Embora a inadimplência deva continuar elevada nos próximos meses, existe alguma expectativa de que o pico seja superado somente em 2027, dependendo fortemente de ajustes fiscais do governo e, essencialmente, da trajetória dos juros.


O caminho para 2027 aponta para uma recuperação lenta da economia, dependendo dos resultados eleitorais. 


Para 2027, as perspectivas da economia devem ser o principal motor da inadimplência, com uma combinação de fatores positivos e negativos. 


O Fundo Monetário Internacional, por exemplo, estima a dívida bruta do Brasil em 100% do PIB até 2027, com gastos de juros consumindo até R$58 bilhões.


Uma proposta de "SuperPEC" sugerindo reformas estruturais duras - como crescimento zero dos gastos públicos - tem poucas chances de prosperar, já que os atuais governantes têm resistido a tal possibilidade.


Além de tudo disso, não há como prevermos os rumos dos conflitos no Irã, que pressionam o preço do petróleo e, por tabela, o índice da inflação, forçando juros mais altos que o esperado e atrasando a recuperação econômica.


Numa espécie de "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come", o brasileiro precisará de excesso de prudência para não cair nas armadilhas do dinheiro a qualquer custo.


Foto: Freepik

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.