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NEGÓCIOS DE FAMÍLIA

Primo de Alcolumbre amplia patrimônio e levanta suspeitas por conexões e negócios

Reportagem revela expansão acelerada de negócios ligados à família do senador e conexões que chamam atenção nos bastidores

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  • Coluna Olavo Dutra | Revista Piauí
  • 13/04/26 17:00
Primo de Alcolumbre amplia patrimônio e levanta suspeitas por conexões e negócios
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engrenagem empresarial em torno do senador Davi Alcolumbre ganhou novos contornos - e questionamentos -, após revelações recentes sobre a atuação de um primo próximo, tratado nos bastidores como figura-chave nos negócios da família.

 

Eleito pela segunda vez à presidência do Congresso Nacional, senador pelo Amapá vira alvo de publicação nacional - e de questionamentos/Fotos: Divulgação.

Oriundos de uma tradicional família de comerciantes no Amapá, os Alcolumbre construíram ao longo das décadas um patrimônio diversificado, que inclui postos de combustíveis, empresas de comunicação, imóveis e até terminal portuário. Um império regional consolidado, com forte presença econômica e política.

Mas é a trajetória de Pierre, primo do senador, que chama atenção. Empresário desde jovem, ele ampliou de forma significativa seu portfólio a partir dos anos 2000 - período que coincide com a ascensão política de Alcolumbre em Brasília.

Crescimento acelerado

Dados reunidos em reportagem da Revista Piauí apontam que a maior parte das empresas ligadas a Pierre foi aberta após 2003, somando milhões em capital social e incluindo extensas áreas rurais.

Parte dessas propriedades, segundo o levantamento, apresenta sobreposição com áreas sensíveis, como assentamentos e territórios quilombolas. Há ainda registros de aquisições realizadas com depósitos em dinheiro vivo - um padrão que, embora não ilegal por si só, costuma acender alertas em órgãos de controle.

O contraste com a evolução patrimonial do próprio senador também chama atenção. Enquanto os negócios do primo avançavam, os bens declarados por Alcolumbre à Justiça Eleitoral permaneceram praticamente estáveis ao longo dos anos.

Conexões e bastidores

Outro ponto sensível envolve a compra de salas comerciais em Macapá, onde funciona um escritório político associado ao senador. O imóvel também abrigaria pessoas ligadas a estruturas administrativas estaduais - algumas delas já citadas em investigações sobre aplicações financeiras controversas. Nos bastidores, relatos indicam que Pierre atuaria como operador informal em determinados negócios. Procurado, Alcolumbre refutou qualquer vínculo indevido, afirmando que não responde por atividades privadas de familiares e classifica as associações como especulativas.

No papel, tudo segue separado: patrimônio de um lado, mandato de outro. Mas, na prática, o entrelaçamento familiar - tão comum na política brasileira - volta ao centro do debate. E, como de costume, levanta a pergunta que nunca sai de cena: onde termina o público e começa o privado?

Papo Reto

Ex-jogador Edmundo (foto) se filiou ao PSDB no Rio de Janeiro, a convite do presidente estadual da sigla, Luciano Vieira. Ídolo do Vasco da Gama, ele afirmou que essa é sua "primeira aventura" na política, mas ainda não confirmou se disputará as eleições deste ano. 

•A Câmara aprovou projeto que endurece as regras do setor de combustíveis, com aumento das multas e criação de uma taxa de fiscalização para empresas. A proposta segue agora para análise do Senado. 

Após ter o microfone desligado em meio ao bate-boca com o presidente da Câmara de Vereadores de Cachoeiras de Macacu, no RJ, um edil deixou o plenário e, em gesto de protesto, voltou minutos depois carregando uma mandioca.

•Carlos Viana afirmou que pretende entregar pessoalmente ao ministro André Mendonça uma cópia do relatório da CPMI do INSS. 

A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio Castro (RJ) para esclarecer conexões com investigações sobre movimentações financeiras. 

•O senador Fabiano Contarato criticou decisões do STF que, segundo ele, limitam a atuação de CPIs. Para o parlamentar, as medidas enfraquecem o papel fiscalizador do Congresso. 

Carlos Viana defendeu que a investigação aberta pelo ministro Flávio Dino sobre suas emendas representa uma "vitória". Para o senador, a decisão comprova que ele não destinou recursos à Fundação Oásis. 

•O Partido Novo protocolou representação no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Lindbergh Farias por quebra de decoro durante reunião da CPMI do INSS.

A sigla acusa o parlamentar de ter chamado Alfredo Gaspar de "estuprador" durante a sessão, sem apresentar provas. 

•Alfredo Gaspar representou contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke junto à PF por denunciação caluniosa.

Mais matérias OLAVO DUTRA

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.