Chuvas expõem desgaste da gestão e ampliam críticas após promessa de prioridade à cidade.
Em meio à chuvarada de ontem, moradores interditaram a BR-316, no centro de Marituba, aumentando a pressão sobre o Executivo/Fotos: Divulgação.
nova chuva forte que voltou a alagar ruas e invadir casas em Marituba reacendeu a revolta de moradores e ampliou o desgaste da prefeita Patrícia Alencar nas redes sociais. Não se trata de um episódio isolado: muitas das famílias atingidas agora já haviam sido desalojadas no último dia 20 de março - algumas, inclusive, levadas para áreas indicadas pela própria prefeitura.
O resultado foi imediato. Vídeos, fotos e relatos se multiplicaram, com críticas diretas à gestão municipal, acusada de improviso e ausência de solução estrutural para um problema crônico da cidade: a drenagem urbana.
O cenário adverso não começou com as chuvas recentes. Nos últimos meses, a gestão foi atingida por uma operação da Polícia Federal que teve como desdobramento a prisão da vice-prefeita Bárbara Marques, investigada por supostos desvios de recursos do Fundeb. O caso, de alta repercussão, atingiu diretamente o núcleo político da administração e alterou o ambiente local.
A crise teve efeitos visíveis. Eventos promovidos pela prefeitura, antes marcados por forte apelo popular, passaram a registrar esvaziamento. Ao mesmo tempo, a pressão nas redes sociais se intensificou, embaralhando a estratégia de comunicação da prefeita.
Foi nesse contexto que Patrícia Alencar anunciou a desistência da candidatura à Câmara Federal, decisão apresentada como escolha por Marituba diante de “pressões políticas e pessoais”. A narrativa, no entanto, passou a ser confrontada pela sequência dos fatos - sobretudo diante da persistência dos problemas urbanos.
Diante do primeiro episódio de alagamentos, a prefeita reagiu no campo simbólico. Em postagem nas redes, evocou uma expressão comum no meio evangélico: “Deus nos deu um cajado”, numa tentativa de reafirmar que sua decisão recente teria sido guiada por propósito, não por recuo.
A fala, porém, caiu em terreno já encharcado de insatisfação. Para parte dos internautas, soou como desconexão com a realidade imediata de quem voltou a perder móveis, documentos e tranquilidade. A crítica não ficou restrita ao campo político e ganhou contornos de ironia.
Ao fim e ao cabo, o “cajado” - símbolo de liderança e condução - virou metáfora em disputa. Para uns, sinal de resistência; para outros, uma “cajadada” fora de tempo, diante de uma população que cobra menos discurso e mais resposta.

•A ex-primeira-dama de Mãe do Rio Carol Resque (foto) não está de brincadeira. Ao ser cotada para atuar na campanha da governadora Hana Ghassan por recomendação da ex-primeira dama Daniela Barbalho, já tinha dado um passo adiante. Será candidata a deputada federal pelo PSB.
•Detalhe: as composições partidárias do partido, que está na base aliada do governo, montadas para a disputa de cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal passam pelo crivo de Helder Barbalho e Hana Ghassan.
•Elieth Braga deixa o comando da Secretaria de Articulação da Cidadania para disputar cadeira na Câmara Federal, também pelo PSB.
•Elieth Braga é advogada, auditora fiscal de Carreira, ex-prefeita de Mocajuba, ex-secretária de Educação e de Administração. A nova secretária de Cidadania é Marilda Braga, irmã de Elieth.
•Apesar da promessa de cumprir o mandato até o final, o governador do Amazonas, Wilson Lima, do União Brasil, renunciou ao cargo, junto com o vice Tadeu de Souza, do Avante, a duas horas do fechamento do prazo.
•Com a renúncias, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Roberto Cidade, também do União Brasil, assumiu o comando do Executivo.
•Na última pesquisa do Brasil em Mapas, Wilson Lima recebeu a pior aprovação entre a população, e não passou dos 25%.
•Ainda sobre a aprovação dos governadores dos estados brasileiros, o melhor avaliado é Ronaldo Caiado, de Goiás, com 80% de aprovação.
•Pela ordem, as melhores aprovações são: Rafael Fonteles, do Piauí, com 69%; Helder Barbalho, do Pará, com 66%; Mauro Mendes, do Mato Grosso, com 65%; e Ratinho Jr., do Paraná, com 63%.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.