Ministro das Cidades segue andando pelo Pará para reforçar a destinação de emendas para cidades estratégicas.
restes a deixar o governo, ministros têm contemplado seus Estados de origem com recursos federais e intensificado a presença nos redutos eleitorais na reta final no cargo. Um levantamento feito jornal “O Globo” mostra que André Fufuca (Esporte), Camilo Santana (Educação) e Carlos Fávaro (Agricultura) aceleraram investimentos de suas pastas nos locais em que farão campanha, enquanto Waldez Góes (Integração) priorizou o envio de verbas para o Amapá, onde pretende disputar vaga ao Senado.

No Pará, Jader Filho, do MDB, titular da pasta de Cidades no governo Lula, segue percorrendo o interior do Pará, mas não dá pistas de quando nem como pretende deixar o governo. Ontem, o ministro participou do seminário "Superciclo de Investimentos em Infraestrutura - Avanços e Desafios", na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, falou sobre investimentos e política, mas nada sobre eleições.
Ao que tudo indica, Jader Filho será candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas, diferente dos ministros citados, não tem adotado o tom de despedida quando envia recursos ao reduto eleitoral onde disputará as eleições. Muito menos torna os valores díspares entre lugares. Diferente do que fez seu colega André Fufuca, do Esporte, que tornou o Maranhão campeão de verbas recebidas da pasta: foram R$ 170,3 milhões investidos na construção de estádios, quadras e espaços comunitários em 2025 - salto de 144,7% em relação aos R$ 69,6 milhões enviados no ano anterior.
Jader Filho faz semelhante com os recursos sob sua gestão, mas sem despertar tanto alarde. Em setembro do ano passado, o governo Lula lançou o Novo PAC Seleções, programa que vai destinar R$ 732 milhões para 33 obras e projetos em 29 municípios paraenses. O Pará será um dos Estados mais beneficiados pelo programa, cuja maior parte dos recursos é gerenciada pelo Ministério das Cidades.
Na lista estão municípios como Belém, com quatro projetos de drenagem, além de Ananindeua, Altamira, Castanhal, Parauapebas, Bragança, Barcarena, Vigia e Viseu. Também foram contempladas obras de contenção de encostas em Santarém, que receberá R$ 38 milhões, e em Almeirim. Os projetos, de acordo com os planos originais, têm como objetivo reduzir alagamentos, ampliar a drenagem urbana e mitigar riscos de deslizamentos.
Apesar de o lançamento do Novo PAC Seleções ter sido realizado oficialmente em Brasília, Jader Filho percorre, prioritariamente, as cidades beneficiadas pelo programa para anunciar a conquista em cada uma delas. Deixa claro em seu discurso que os recursos são federais, mas, assim como os colegas ministros, traz para si o mérito de ter lutado por cada uma dessas conquistas, pessoalmente.
Ainda durante o seminário que participou nesta segunda, o ministro Jader Filho afirmou que 2026 começa com valores importantes garantidos para mobilidade e saneamento: “Neste ano, temos R$ 8 bilhões para mobilidade do FGTS aprovados e R$ 8 bilhões para saneamento”.
Com os recursos para mobilidade, disse Jader Filho, o atual governo investirá em torno de R$ 50 bilhões entre metrôs, BRTs e investimentos em infraestrutura viária. Os valores, segundo o ministro, só não são maiores porque o País passou por um período que denominou de "projetos superficiais".
"O Brasil sofreu de ausência de projetos. Temos um grande problema", disse o ministro, frisando que no início do atual governo Lula os projetos eram "incipientes" na maioria dos casos, fazendo com que o dinheiro levasse um "tempo hercúleo para virar obra".
Ele pontuou que, ao assumir a pasta, havia 87 mil unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida paralisadas. Em sua avaliação, isso gerou um processo de instabilidade para o setor privado.
Os planos de Jader Filho e sua atuação junto à pasta de Cidades também integram o conjunto de esforços que tenta emplacar o nome de Hana Ghassan ao governo do Estado, como sucessora de Helder Barbalho. Uma mostra de que as eleições no Pará estão longe de se restringir ao período eleitoral. Por aqui, a disputa começou quando divisões se estabeleceram e interesses se associaram em diferentes frentes e formas.

•Sem conseguir fechar o hospital por ordem judicial, a gestão Igor Normando (foto) parece ter escolhido outro caminho: cortar água e suspender a coleta de lixo. O resultado é um PSM insalubre, com risco sanitário e servidores abandonados.
•No PSM da 14, água virou luxo e lixo hospitalar se acumula. Se não é fechamento formal, é asfixia lenta. O alcaide governa no limite do aceitável - e muito além do humano.
•O que se vê no PSM da 14 não é gestão, é represália. Água cortada, lixo contaminado acumulado e profissionais expostos. A Justiça mandou manter aberto; a prefeitura parece cumprir só no papel.
•Voz do leitor - abre aspas: Belém merece uma missa. Praia e floresta são atrações turísticas mundiais na realidade brasileira. O Amazonas tem a floresta como principal atrativo.
•Os nordestinos têm maravilhosas praias marinhas e sabem explorá-las. O Pará tem florestas e praias, mas não usufrui de forma compatível nenhum dos dois, claro.
• As duas principais praias do Pará entendem que exploração turística é exploração do bolso do turista. São inconcebíveis os valores cobrados. Talvez não seja roubo, mas chega perto: é pura exploração.
• Valores pagos na orla de Fortaleza, quando comparados a despesas em Salinas e Ajuruteua, são como equiparar água a óleo.
•A floresta paraense, quando exibe acomodações hoteleiras, cobra valores mais caros que diárias em hotéis europeus de alto luxo, em alta temporada.
•Quem frequenta, lá e aqui, sabe. Isso é o Pará, então, bem feito – fecha aspas.
•É mais quem comenta o abandono do Mangueirão após recente repaginada. Goteiras que parecem cachoeiras, infiltrações, cadeiras sujas e precariedade do transporte público.
•Em Ourilândia do Norte, Polícia Federal e Funai apreenderam armas e destruíram equipamentos na Terra Kayapó.
•O vazamento de fluído de perfuração na Foz do Amazonas, a 135 km do Amapá, rendeu multa de R$ 2,5 milhões do Ibama à Petrobras, mas fiscalizador e petroleira divergem sobre os impactos do acidente.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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