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ALIENS E OVNIS

Nova febre: entre documentos oficiais e a imaginação sem limites da internet

Desclassificações do governo dos EUA reacendem interesse mundial por fenômenos aéreos não identificados e uma avalanche de imagens e teorias.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 18/06/26 11:00
Nova febre: entre documentos oficiais e a imaginação sem limites da internet
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uem passou os últimos dias navegando pelas redes sociais certamente percebeu: os alienígenas voltaram à moda. A divulgação de documentos oficiais dos Estados Unidos relacionados aos chamados Fenômenos Anômalos Não Identificados. Uaps, somada a audiências realizadas nos últimos anos pelo Congresso norte-americano e a novas promessas de transparência por parte de órgãos federais, provocou uma verdadeira explosão de conteúdos sobre vida extraterrestre. O fenômeno, porém, vai muito além dos documentos oficiais.

Audiência no Congresso norte-americano e a novas promessas de transparência por parte de órgãos federais provocam explosão de conteúdos sobre vida extraterrestre /Fotos: Divulgação.
 Nas plataformas digitais multiplicam-se fotografias, vídeos e montagens que alegam mostrar diferentes grupos de supostos alienígenas. Entre os mais populares estão os chamados "greys", descritos como seres de baixa estatura e olhos grandes; os "nórdicos", apresentados como humanoides de aparência semelhante à dos seres humanos; e os famosos "reptilianos", figuras recorrentes em teorias conspiratórias que circulam há décadas.

O detalhe é que nenhuma dessas classificações possui reconhecimento científico ou comprovação oficial. Especialistas em desinformação alertam que grande parte do material compartilhado atualmente foi produzida por ferramentas de inteligência artificial ou retirada de filmes, séries, jogos e produções artísticas que acabam sendo reapresentadas como registros autênticos. Mesmo assim, o interesse popular permanece elevado.

Ambiente perfeito

A combinação entre documentos governamentais reais, depoimentos de militares, vídeos de origem desconhecida e algoritmos que privilegiam conteúdos sensacionalistas criou um ambiente perfeito para alimentar especulações. Na prática, os próprios relatórios oficiais norte-americanos mantêm uma postura bem mais cautelosa do que aquela encontrada nas redes sociais. Embora reconheçam a existência de registros de objetos ou fenômenos ainda não explicados, as autoridades dos Estados Unidos não apresentaram provas conclusivas da existência de visitantes extraterrestres.

Operação Prato

No Brasil, o assunto encontra terreno fértil especialmente na Amazônia. O Pará abriga um dos episódios mais conhecidos da casuística ufológica nacional: a Operação Prato, conduzida pela Força Aérea em resposta a relatos de moradores da região de Colares sobre luzes e objetos observados no céu.

Quase cinquenta anos depois, a combinação entre mistério, curiosidade e tecnologia continua produzindo o mesmo efeito: atrair milhões de pessoas para um debate que oscila entre a investigação séria e a fantasia coletiva.

No fim das contas, a maior descoberta talvez não esteja no espaço, mas na própria internet. Afinal, em tempos de inteligência artificial, identificar uma imagem falsa pode ser mais difícil do que encontrar um disco voador.

Papo Reto

O ministro Flávio Dino (foto) determinou multa diária de 1% sobre valor das emendas Pix destinadas a Estados e municípios que ainda não prestaram contas de recursos usados em eventos entre 2020 e 2024. 

•Enquanto discursos de intolerância ganham espaço em várias partes do mundo, organizações sociais e instituições públicas promovem, em Belém, uma campanha de valorização dos direitos de migrantes, refugiados e apátridas. 

A iniciativa, liderada pela Cáritas Brasileira e apoiada pelo Ministério Público Federal e pela Rede MigrAção, lembra uma regra básica de convivência: xenofobia é crime. 

•A campanha pretende reforçar que direitos fundamentais não têm nacionalidade e que humanidade continua sendo o melhor documento de identificação.

As ações da campanha vão circular por feiras, festivais, exposições, oficinas e rodas de conversa com o lema "Somos todos migrantes".

•Afinal, em um País construído por sucessivas ondas migratórias, vale recordar que quase todo preconceito nasce da mesma origem: o desconhecimento. 

E, para quem insistir em transformar discriminação em prática cotidiana, o Disque 100 permanece aberto para receber denúncias.

•CCJ da Câmara aprovou admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta segue agora para comissão especial e, depois, para votação em dois turnos no Plenário da Câmara. 

O placar da admissibilidade da PEC da maioridade penal na CCJ foi de 44 votos a favor e 18 contra. 

•O deputado Sargento Fahur xingou Paulo Teixeira durante debate sobre redução da maioridade penal. Parlamentares reagiram e cobraram respeito na reunião. 

Entidades do setor de GLP enviaram carta ao presidente Lula alertando para possíveis impactos de mudanças regulatórias discutidas pela ANP, argumentando que medidas podem comprometer segurança, rastreabilidade e fiscalização do mercado.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.