Entidade lembra vítimas da violência policial e de suposto erro médico; MP já denunciou dois médicos por homicídio culposo.
Movimento pela Vida (Movida) realizou, ontem, em Belém, um ato público para marcar os 21 anos de criação da entidade e reforçar a cobrança por justiça em casos de crimes contra a vida que permanecem sem resposta definitiva do Estado.

A mobilização ocorreu na avenida João Paulo II, esquina com a rua Mauriti - local simbólico para o movimento - e reuniu familiares de vítimas da violência policial e de supostos erros médicos, entre elas a família do jovem Bernardo Almeida Cavalleiro de Macedo, morto aos 23 anos, em 2023, após um procedimento médico que segue sob investigação judicial.
No caso de Bernardo, estudante de Tecnologia da Informação e prestes a concluir o curso, o Ministério Público já ofereceu denúncia contra o médico cirurgião torácico Augusto César Sales e o anestesista César Collyer, imputando-lhes o crime de homicídio culposo majorado.
Segundo o pai da vítima, o advogado Roberto Cavalleiro de Macedo, a morte do filho não decorreu de um erro isolado, mas de uma sucessão de decisões médicas consideradas graves. Ele sustenta que houve omissão de informações, ausência de exames pré-operatórios, falhas no acompanhamento pós-cirúrgico e inconsistências nos prontuários.
“Meu filho não morreu por acaso. Morreu em razão de escolhas conscientes, da banalização do risco e da convicção de que nada aconteceria”, afirmou.
Entre as falhas apontadas estão a realização de procedimento sem avaliação anestésica adequada, a não comunicação de intercorrências à equipe da UTI e a indisponibilidade dos médicos após a cirurgia. Para a família, o conjunto dos fatos revela desprezo pela vida humana e confiança na impunidade. Bernardo completaria 26 anos no dia 1º de janeiro deste ano.
Fundado em 2005 por Iranilde Russo, mãe de Gustavo Maia Russo, morto por engano durante uma ação policial, o Movida atua na cobrança por responsabilização em crimes contra a vida e denuncia a morosidade do sistema judicial.
No caso de Gustavo, o processo criminal levou 15 anos para ser encerrado. Já a ação cível por reparação de danos morais completa 21 anos sem desfecho. “A lentidão da Justiça e o excesso de recursos alimentam a sensação de impunidade”, afirmou Iranilde.
Segundo a presidente do movimento, muitos casos acabam esquecidos por falta de pressão pública contínua. Para ela, a atuação da imprensa é decisiva. “Sem compromisso com a verdade, a sociedade é desinformada e a injustiça se perpetua”, disse.
O ato integrou as atividades do Dia Estadual pela Vida e pela Paz e reforçou a principal bandeira do Movida: crimes contra a vida não podem prescrever no silêncio.
•Quem pensa que já viu de tudo na vida se espanta ao saber que existe “milícia comandada por pastora evangélica” em Belém.
• Explica-se: pastora perdeu pontos de venda de coco que sublocava ilicitamente na Praça Batista Campos e passou a ameaçar o novo dono.
•Afinal, quando terá fim essa queda de braço entre o Ministério Público e a Justiça Federal para decidir sobre as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins, que se arrasta há quase vinte anos?
•Com cerca de mil e quinhentos quilômetros de águas navegáveis, o rio é da maior importância para a exportação de commodities para outros continentes.
•As mulheres brasileiras assumiram papel relevante na sociedade nas últimas décadas. O problema é que o número de crimes contra mulheres aumenta a cada ano na proporção em que elas ganham mais espaços no mercado de trabalho e passam a ser donas de suas vidas e seus destinos.
•A Força Nacional vai aumentar o número de agentes na fronteira com a Venezuela, atuando para conter o fluxo migratório em pelo menos dois municípios de Roraima por pelos menos 90 dias.
•O presidente Lula barrou mesmo a lei que poderia diminuir as penas de condenados pela baderna de 8 de janeiro, a tal dosimetria, aprovada pelo Congresso. As atenções miram como o Congresso votará o veto integral de Lula.
•O Sistema Único de Saúde começará a aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, de dose única, em três cidades: Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), a partir de 17 de janeiro, e em Botucatu (SP), no dia 18.
•A ideia, dizem, é avaliar os resultados com a imunização de pelo menos 50% dos moradores desses municípios, na faixa etária entre 15 e 59 anos.
• Pacientes cegos conseguiram voltar a ler após receberem um implante revolucionário de microchip nos olhos.
•O novo dispositivo foi testado no hospital Moorfields Eye, em Londres, em dezembro passado.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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