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Mobilização avança na Câmara Federal para barrar decreto que privatiza o Tapajós

Airton Faleiro articula agendas em Brasília com comitiva da região, incluindo as principais lideranças indígenas

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  • Da Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 12/02/26 17:00
Mobilização avança na Câmara Federal para barrar decreto que privatiza o Tapajós
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deputado federal Airton Faleiro articulou, ao lado da deputada Célia Xakriabá e de uma comitiva de lideranças indígenas do Tapajós, uma série de agendas em Brasília para tratar dos impactos do Decreto nº 12.600/2025. A medida trata da desestatização de três hidrovias brasileiras: dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins.

 

Sob ataque: lideranças indígenas serão levadas a Brasília para defender o rio que o governo federal planeja entregar à iniciativa picada/Fotos: Arquivo.

Como parte da articulação política, foi aprovado na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais o requerimento para a realização de audiência pública que debaterá o Projeto de Decreto Legislativo 942/2025. A proposta busca sustar os efeitos do Decreto nº 12.600, responsável por incluir essas hidrovias no Programa Nacional de Desestatização. As lideranças também se reuniram com representantes das bancadas do PT e do Psol.

O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai, indicou que fará articulação junto à equipe técnica da Casa Civil responsável pela formulação de decretos.

Meio ambiente

Durante a agenda em Brasília, o tema também foi apresentado à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em reunião sobre a situação do rio Tapajós. A mobilização política inclui diálogo com outras lideranças parlamentares para que a pauta chegue à Presidência da República.

Consulta aos povos

Airton Faleiro atua na construção de uma saída política que dialogue com a reivindicação central dos povos do Tapajós: a revogação do decreto. O parlamentar se posiciona como aliado das comunidades na defesa dos direitos territoriais, da preservação dos rios amazônicos e da consulta aos povos afetados.

A comitiva segue em agenda na capital federal e ainda deve buscar reunião com o Ministério dos Povos Indígenas. Após o Carnaval, o grupo retornará a Brasília para dar continuidade às articulações pela revogação do decreto.

Papo Reto

Projeto do senador Alessandro Vieira (foto) amplia a Lei de Abuso de Autoridade para incluir novas condutas atribuídas a membros do Judiciário e tribunais de contas. Aviso: a medida alcança o Ministério Público. 

•Autor do primeiro projeto protocolado no Senado em 2026, Randolfe Rodrigues propôs criar a Política Nacional de Combate ao Discurso de Ódio contra a Mulher na Internet. 

Com a proposta que criminaliza a facilitação do aborto, a cooptação de menores para o crime, a vacinação infantil facultativa e o endurecimento de medidas socioeducativas, Júlia Zanatta quer atualizar o ECA e o Código Penal. 

•O projeto prevê mecanismos de proteção nas plataformas digitais, como um "botão do pânico virtual", que poderá ser acionado pela vítima em situações de risco. 

A base governista na CPMI do INSS barrou requerimentos de convocação a Frei Chico e Lulinha, que continuam no alvo da investigação em ofensiva da oposição.

•Agora, diz o Supremo Tribunal Federal, é pra valer: caixa 2 passa a ser enquadrado como improbidade administrativa, podendo render dupla responsabilização de políticos. Detalhe: a Justiça Comum julgará todos os casos na esfera cível.

As transferências via Pix movimentaram R$ 35,36 trilhões em 79,8 bilhões de transações ao longo de 2025.

•Em 2024, o sistema registrou R$ 26,24 trilhões em movimentações em 63,5 bilhões de operações, alta de 33,6%.

Oito fundos previdenciários estaduais e municipais que botaram dinheiro no Banco Master - liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central -, juntos, fecharam 2025 com um rombo de R$ 1,6 bilhão, diz levantamento a partir dos balanços mais recentes disponíveis no Ministério da Previdência Social.

•O Caso Master já envolve presidente, filho do presidente, ministros da alta corte, deputados, senadores, governadores e empresários. Não falta mais ninguém?

Caroline de Toni decidiu deixar o PL após ser preterida na corrida ao Senado pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto. 

•A deputada buscará outro partido para se candidatar. O PL priorizou Carlos Bolsonaro e o acordo com o PP em Santa Catarina.


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.