Alimentação, sedentarismo e falhas de políticas públicas estão entre as causas; veja onde há mais gordos e mais magros no Estado.
Pará apresenta índices preocupantes no mapa da obesidade, situando-se como um dos Estados com números expressivos de excesso de peso na Região Norte. O diagnóstico mais recente mostra que cerca de 37,5% dos adultos no Pará apresentavam excesso de peso, com 25,9% diagnosticados com obesidade.

Os dados fazem parte da edição mais recente da pesquisa Vigitel - levantamento anual conduzido pelo Ministério da Saúde. Considerando o sobrepeso, quando o índice de massa corporal (IMC) ultrapassa 25 kg/m², a alta foi de 46,9%, e o quadro agora acomete a maioria dos brasileiros (62,6%).
De acordo com o Estudo, a prevalência da obesidade no Brasil saltou 118% no Brasil de 2006 a 2024, chegando a uma proporção de 1 a cada 4 adultos no País (25,7%). No Pará, Belém apresentou índice de 35,12% de obesidade entre a população. A maior incidência - 22,67% - está entre pessoas dos 30 aos 34,9 anos de idade.

Em todo o País, a alta nos casos de obesidade foi mais acentuada entre pessoas de 25 a 34 anos, mulheres e indivíduos com ensino médio completo e superior incompleto. Os números colocam o Brasil em um cenário acima da média global. Segundo dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 16% dos adultos têm obesidade no planeta, e 43% têm sobrepeso.
De acordo com atendimentos na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS), 36,3% dos brasileiros adultos atendidos no ano passado tinham obesidade, e 70,9% estavam acima do peso. Dentre os Estados, o Rio Grande do Sul lidera o ranking, com 42% dos adultos com obesidade, seguido por Rio de Janeiro, com 40,6%. Na outra ponta, estão Maranhão, com um percentual de 26,8%; e Piauí, com 29,5%.
A mesma pesquisa mostra que o número de brasileiros que comem feijão pelo menos cinco vezes na semana caiu de 66,8%, em 2007, para 56,4% em 2024. Além disso, mais de 1 a cada 4 (25,5%) relatam ingerir cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados por dia, e apenas 21% consomem o recomendado de frutas e hortaliças.
Já um estudo do Nupens mostrou que o fator mais determinante para um maior consumo de ultraprocessados é a renda, com municípios mais ricos e com mais pessoas com remuneração acima de cinco salários mínimos tendo um consumo maior. Em Florianópolis, Santa Catarina, por exemplo, chega a 30,5%, enquanto em Aroeiras do Itaim, Piauí, é de 5,7%.
Paralelamente, segundo a Vigitel, menos da metade (42,3%) faz atividade física na hora do lazer, e menos de 12% se exercitam no deslocamento para o trabalho ou para a escola. Para Neuton Dornelas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a obesidade não é uma doença de fácil manejo justamente por suas múltiplas causas:
“Consumo de ultraprocessados, inatividade física, tudo que comentamos sempre sobre o estilo de vida moderno tem se demonstrado os motores desse crescimento. Tivemos uma pequena melhora da atividade física no lazer na Vigitel, mas todo o restante mostra que as políticas públicas e a condução da prevenção da obesidade têm sido falhas e infelizmente não vão conseguir conter essa crise. Ao longo do tempo vemos apenas crescer o percentual da obesidade.”
Os especialistas defendem que medidas para reverter esse cenário não podem ser somente individuais, mas sim estruturais. Para Maria, do Nupens, é importante haver um maior esforço do poder público para promover alimentos saudáveis, por exemplo, e desestimular o consumo de ultraprocessados.
“Regular de forma mais firme a publicidade, a rotulagem e a oferta de ultraprocessados, especialmente em ambientes escolares. Medidas econômicas são parte central dessa agenda. A recente aprovação da taxação de refrigerantes pelo Congresso Nacional vai nessa direção, sobretudo diante do aumento do consumo de bebidas açucaradas observado pelo Vigitel. A experiência internacional mostra que impostos desse tipo reduzem o consumo e desestimulam a presença cotidiana desses produtos na dieta.”
Sobre a cirurgia bariátrica, Dornelas, da SBEM, afirma que ela ainda tem e continuará a ter seu papel no tratamento da obesidade, porém é reservada hoje para casos mais severos. A operação pode ser acessada pelo SUS, mas há filas longas devido ao alto número de pacientes e a escassez de serviços públicos especializados para realizar a cirurgia.

•Convenhamos: a parte da mídia que torce pelo Clube do Remo não mediu esforços para derrubar o técnico Juan Carlos Osório (foto) mesmo antes da derrota de ontem para Paysandu. Afinal, sempre foi mais fácil lidar com treinadores brasileiros, mais sujeitos a bajulações.
•Na madrugada desta segunda-feira, 2, trabalhadores das empresas de ônibus Monte Cristo e Canadá fizeram a primeira paralisação do ano, suspendendo as atividades desde as 4 horas da madrugada.
•Os ônibus das linhas que permaneceram parados nas garagens são CDP Providência, Sacramenta-São Brás, Sacramenta-Humaitá, Sacramenta-Bernardo Couto, Pedreira-Nazaré, Pedreira-Lomas A, Alcindo Cacela, Domingos Marreiros e Pedreira-Lomas A (micro).
•A paralisação é em razão ao atraso do salário do mês de fevereiro, além do ticket alimentação de janeiro e fevereiro, e pendências nas férias. O Sindicato dos Rodoviários esteve presente prestando total apoio aos trabalhadores.
•Para surpresa de "0 em cada 10" observadores, o MST publicou rapidinho nota em defesa do Irã, condenando os ataques dos EUA e Israel a alvos militares.
•As manifestações da direita, ontem, no ato "Acorda Brasil", em São Paulo e diversas capitais, registraram multidões gritando "fora Lula, fora Moraes, fora Toffoli!”.
•Aliás, a manifestação da avenida Paulista, em São Paulo, revigorou a tradição dos bonecos infláveis, os "pixulecos", marca dos protestos que pediam o impeachment de Dilma Rousseff há dez anos.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.