Belém está vivendo mais um daqueles episódios que expõem, sem maquiagem, o tipo de sociedade que a gente se tornou.
coluna recebeu e publica manifestação de leitor sobre o caso dos estudantes que agrediram um homem em situação de rua em Belém:

De um lado, o caso recente envolvendo estudantes ligados à Cesupa, na Alcindo Cacela. Um jovem em situação de rua, praticamente invisível, virou alvo de uma “brincadeira” cruel: foi filmado enquanto levava choques com um dispositivo tipo taser.
A cena é revoltante? É. É humilhante? Sem dúvida. Tem que ter consequência? Claro que tem.
Mas, vamos falar sério: não houve intenção de matar. Não houve tentativa de homicídio. O que se vê ali é o retrato de uma juventude imatura, sem limite, que resolveu “zoar” alguém vulnerável, o que é grave, mas não é o ápice da barbárie penal.
Mesmo assim, a reação veio pesada: pressão pública, manifestações, exigência de punição imediata e a faculdade anunciou expulsão. E aí entra a pergunta que ninguém quer fazer: expulsão com base em quê, exatamente?
O fato aconteceu fora da instituição. Não há, em tese, vínculo direto com a atividade acadêmica. Estamos diante de uma punição jurídica ou de uma resposta para acalmar a internet?
Porque, goste ou não, estamos falando de direito à educação sendo cortado. E isso não é detalhe. Agora, viremos o jogo: cadê essa mesma indignação no caso do ex-deputado Luiz Afonso Sefer - um homem condenado por abusar sexualmente de uma criança, dentro da própria casa, por anos.
Aqui não é “zoação”. Aqui não é “imaturidade”. Aqui é crime brutal, continuado, com marca permanente na vida da vítima.
E o que a gente vê? Silêncio. Pouca mobilização. Nenhuma pressão proporcional. Não tem multidão exigindo resposta. Não tem comoção diária. Não tem cobrança na mesma intensidade.
E isso diz muito, porque quando são jovens comuns, sem sobrenome forte, a resposta vem rápida, exemplar, quase pedagógica. Quando envolve poder, dinheiro e influência, o sistema desacelera. A sociedade também.
Fica aquela sensação incômoda: tem gente que pode errar e pagar e tem gente que pode cometer atrocidades e ainda negociar o tempo.
Isso não é defesa dos estudantes. O que fizeram é feio, é errado e precisa de responsabilização. Mas responsabilizar não é destruir. E, principalmente, não pode ser mais duro com quem comete menos e mais leve com quem comete o pior.
A pergunta é simples e desconfortável: a gente quer justiça ou só quer escolher quem vai ser o próximo a pagar a conta? Porque, do jeito que está, não é justiça: é conveniência.
•O Ministério da Saúde começou em março o teleatendimento em saúde mental pelo SUS, com foco em jogos de apostas, direcionado a pessoas com 18 anos ou mais que apresentam compulsão por jogos, além de familiares e rede de apoio.
•O serviço - parceria com o Hospital Sírio-Libanês - é gratuito e confidencial e presta assistência especializada a pessoas com compulsão pelas bets.
•A expectativa inicial é de 600 atendimentos por mês, mas a ideia é chegar a 100 mil atendimentos. As consultas duram em média 45 minutos e podem incluir até 13 consultas por paciente, em grupo com sua rede de apoio ou individualmente.
•O atendimento é por meio do número 136, via formulário, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde. As informações seguem as normas da Lei Geral de Proteção de Dados.
•A diretoria da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) promove assembleia geral ordinária, neste domingo, 19, na sede campestre, na Br-316, Km 7 para analisar e aprovar a prestação de contas 2025.
•O professor e jornalista Raimundo Castro ingressou com reclamação, ontem, junto à Corregedoria do Iasep, alegando ter passado mais de uma hora em um hospital particular em Belém enquanto o sistema do Instituto esteve “fora do ar”, interrompendo o atendimento.
•Parece não ter funcionado os "conselhos" de Lula a um ministro do STF. Tanto que o presidente, ontem, tentava descolar sua imagem do caso Master falando cobras e lagartos da Corte.
•Ninguém estranhe se até a eleição Lula acusar o próprio PT de ser o problema do Brasil.
•Já há quem aposte que o maior sonho de consumo do PT pode não ser a reeleição do presidente Lula, mas a eleição de José Dirceu para deputado, com votação explosiva, em São Paulo.
•Essas pessoas podem ter razão, a julgar pelo aparato logístico montado a partir da nomeação de Guilherme Boulos para ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
•Arrumar votos para Dirceu - que sonha ser presidente da Câmara, não importa o preço -, parece que virou lei dentro dos movimentos sociais paulistas.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.