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PORTEIRA ABERTA

Governo suspende pedágio, mas expõe falha em concessão; Rota acelera obras.

Decisão sobre trechos da PA-150 abre debate sobre contrato, prejuízos e interferência política

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  • Da Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 27/03/26 17:00

Duplicação da Alça, Marituba: cruzamento perigoso no acesso Centro-Pato Macho deve ser eliminado pela concessionária/Fotos: Cod.


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decisão do governo do Pará de suspender a cobrança de pedágio em cinco praças da PA-150, após identificar falhas em cerca de 30 quilômetros da rodovia, abriu mais do que um problema operacional: escancarou um impasse contratual com potencial de repercussão política e jurídica.

A medida atinge trechos sob responsabilidade da concessionária Rota do Pará, que assumiu a gestão de rodovias estaduais dentro de um contrato de longo prazo. A suspensão vale até que as condições de trafegabilidade sejam regularizadas.

Intervenção e contrato

No modelo de concessão, a cobrança de pedágio está diretamente vinculada à prestação adequada do serviço. Ao suspender a tarifa, o governo aciona, na prática, um mecanismo de pressão - mas também levanta uma questão inevitável: quem absorve o prejuízo durante o período sem arrecadação?

Fontes ouvidas pela coluna indicam que o movimento foi recebido com cautela pela concessionária. “Não se pode bater de frente com o governo”, resumiu um interlocutor, em tom de resignação.

Confissão ou correção?

Nos bastidores, a leitura é mais dura. Há quem sustente que, ao justificar a suspensão pela precariedade dos trechos, o próprio Estado reconhece que a cobrança começou antes da plena recuperação da rodovia. Se essa interpretação prosperar, o problema deixa de ser apenas técnico e passa a tocar o coração do contrato.

Obras fora do script

Outro elemento adiciona tensão ao caso. Segundo fontes, houve antecipação de obras - como a duplicação de trecho da Alça Viária, próximo à BR-316 - fora do cronograma original. A intervenção teria sido realizada a pedido do governo, para atender ao fluxo da avenida Liberdade. Na prática, um ajuste operacional com impacto político.

 Corrida contra o tempo

A concessionária afirma que mantém os trabalhos de recuperação e pretende ampliar equipes em campo, com meta de normalizar os trechos até maio - condição necessária para retomar a cobrança.

Enquanto isso, a orientação operacional segue: motoristas devem utilizar as faixas automáticas nas praças.

Papo Reto

 Com investimento bilionário previsto e promessa de modernização da malha viária, o programa de concessões entra agora em sua fase mais delicada: a da confiança. Entre contrato, política e execução, o episódio revela um ponto sensível - não basta conceder; é preciso sustentar o modelo na prática.

•O governo apertou o botão e suspendeu o pedágio. A concessionária recuou - e acelerou as máquinas. No meio, ficou a pergunta que ninguém responde em voz alta: quem paga a conta quando o contrato sai do papel antes da estrada ficar pronta? 

No Pará, a concessão já enfrenta seu primeiro teste real. E, como na história, ignorar o terreno costuma custar caro.

•A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra repudiou o uso de fotos das deputadas Duda Salabert e Erika Hilton em álbum de suspeitos da Polícia Civil e determinou apuração pela Corregedoria. 

A aprovação unânime do projeto que criminaliza a misoginia no Senado abriu uma crise na direita. Deputados do PL criticaram duramente o voto favorável de colegas de partido, como Flávio Bolsonaro, e prometeram mobilização para derrubar o texto na Câmara. 

•A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que ajusta as regras orçamentárias para viabilizar a futura criação do salário-paternidade. 

O Senado aprovou o Plano Nacional de Educação, que estabelece 19 objetivos estratégicos para o setor até 2036.

•A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe Influenza começa neste sábado, mas só alcançará as regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul.

Chega a 166 o número de cidades do Sul com escassez de diesel; enquanto ações objetivas do governo não vêm, a tendência começa se espalhar pelo País.

•Acredite, a Finlândia começou a escavar, a mais de 100 metros de profundidade, três megacavernas para armazenar 1,1 milhão de m³ de água a até 140°C e guardar calor do verão para aquecer cidades no inverno.


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.