O preso possui pelo menos 11 registros distintos relacionados a diferentes ocorrências, entre elas exercício ilegal da profissão
Rio de Janeiro, RJ - A Polícia Civil prendeu em flagrante na noite desta segunda-feira, 11, um falso veterinário em uma clínica de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Daniel do Nascimento Soares Bittencourt estava operando um gato quando agentes da 59ª DP (Duque de Caxias) chegaram. A reportagem tenta contato com a defesa.
De acordo com a Polícia Civil, o criminoso utilizava o registro profissional de outro veterinário. Uma das vítimas relatou que sua gata precisou ter a pata amputada após um procedimento realizado por ele.
Além de constatarem o exercício ilegal da profissão, os policiais reuniram o relato de uma tutora que procurou Daniel para tratar sua gata. Segundo a vítima, no dia 11 de julho, ele realizou uma cirurgia no animal e afirmou ter implantado dois pinos na perna da gata, cobrando diretamente pelo procedimento.
Nos dias seguintes, porém, a tutora percebeu sinais de necrose na pata e buscou atendimento em outra clínica veterinária.
De acordo com o relato, exames realizados no segundo estabelecimento apontaram que os pinos mencionados pelo falso veterinário não haviam sido implantados. A tutora relatou, ainda, que o procedimento teria sido realizado de maneira inadequada, provocando a necrose de toda a perna e levando à necessidade de amputação do membro da gata.
A vítima verificou o número de registro profissional que constava no comprovante e no receituário utilizados pelo homem e constatou que pertencia a outro veterinário.
Durante a fiscalização na clínica, os policiais também encontraram medicamentos de uso veterinário vencidos expostos para comercialização. A equipe constatou, ainda, a ausência de equipamento destinado à esterilização de instrumentos cirúrgicos, além da falta de apresentação do alvará de funcionamento e da licença sanitária do estabelecimento.
Segundo os agentes, o preso possui pelo menos 11 registros distintos relacionados a diferentes ocorrências, entre elas exercício ilegal da profissão, falsidade ideológica, falsa identidade, estelionato, perseguição, ameaça, injúria, receptação, crimes ambientais e violação sexual mediante fraude.
Foto: Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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