Fenômeno prejudica arrecadação brasileira, já que o faturamento de grandes operações está girando em torno de R$590,9 milhões no terceiro trimestre de 2025
Muito mais sintomático que o fato de, até o início deste ano, 232 grandes empresas brasileiras terem migrado para o Paraguai é o silêncio sepulcral de Lula da Silva e sua equipe econômica. A verdade é que contra fatos não sobrevivem argumentos.
Elas, as empresas, já não suportam mais a absurda carga de tributária brasileira - a maior do planeta - e que, aliás, por si só já vem provocando a maior taxa de falências da história recente deste País.
O movimento já é de longe uma das principais tendências da integração produtiva no Mercosul a atingir principalmente os setores têxtil, de autopeças e plásticos. As empresas só querem se livrar dos exageros do "Custo Brasil". Acabaram por revolucionar completamente o setor industrial de Ciudad del Este.
Especialistas são unânimes: a excorchante carga tributária no Brasil é o fator primordial dessa migração, já que enquanto uma indústria no Brasil é obrigada a pagar de 40% a 65% do seu faturamento em tributos, uma empresa no Paraguai tem um custo total, entre impostos e encargos, de cerca de apenas 12%.
Além disso, o custo para contratar um trabalhador no Paraguai é de 30% a 40% menor, mesmo com um salário-mínimo similar ou superior ao brasileiro, devido à grande diferença nos encargos trabalhistas.
Ou seja, a simplificação tributária paraguaia, que opera no modelo "triplo 10", a energia industrial até 60% mais barata (graças à Itaipu) e os benefícios fiscais por até 20 anos (que significa segurança jurídica) têm criado um ambiente muito mais previsível do que a complexidade brasileira.
O governo silencia, mas o Brasil enfrenta significativa perda de arrecadação fiscal, já que o faturamento de grandes operações girando em torno de R$590,9 milhões no terceiro trimestre de 2025.
A grande verdade é que os investimentos brasileiros acumulados, que chegam a US$1,5 bilhão, têm transformado o Paraguai em um polo exportador para todo o Mercosul, gerando cerca de 25 mil empregos diretos, sem que o país tenha enfrentado a necessidade de construir uma base industrial "do zero".
Sim, o rápido crescimento industrial do Paraguai pode desaguar em pressões trabalhistas e ambientais, mas o governo de Santiago Peña, do partido Colorado, parece lidar com a situação de forma pragmática, aproveitando o cenário que não pediu para ser criado. Ele foi cirúrgico criando uma teia de incentivos fiscais e fatores de competitividade de custos capazes de estimular quem de fato só quer produzir.
Foto: Divulgação
__________________

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.