Decisão atinge filho do presidente, tensiona governistas e oposição e transforma comissão em ringue político em ano eleitoral já inflamado.
CPI mista que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social atravessou nesta quinta-feira um daqueles momentos que definem a temperatura de Brasília. Por maioria, o colegiado aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Logo após a proclamação da votação, parlamentares governistas avançaram em direção à mesa diretora para protestar. Empurra-empurra, gritos, troca de acusações. No meio do tumulto, nomes conhecidos se envolveram diretamente na confusão: Rogério Correia, Alfredo Gaspar, Evair de Melo e Luiz Lima. Houve relato de soco. Houve pedido de desculpas. Houve sessão suspensa e sobretudo, exposição.
O deputado do Novo afirmou ter sido atingido. O petista admitiu ter reagido no empurra-empurra e pediu desculpas. A cena, transmitida e replicada em segundos nas redes, resume o estágio atual da política nacional: a investigação vira palanque; o palanque vira confronto físico; e o confronto físico vira combustível para a narrativa de ambos os lados.
No mérito, a decisão da CPI abre um flanco delicado para o Planalto. Quebra de sigilo é medida invasiva e costuma produzir manchetes mesmo antes de qualquer conclusão. Ainda que nada se comprove, o desgaste é imediato. A oposição ganha discurso. O governo ganha dor de cabeça.
No ambiente pré-eleitoral que já se desenha para 2026, cada episódio desse tipo é acumulativo. Não importa apenas o conteúdo das investigações, mas a imagem projetada. E a imagem desta quinta-feira é a de um Congresso tensionado ao limite.
Há também um componente estratégico: ao mirar o núcleo familiar do presidente, a CPI eleva o patamar do embate e dificulta qualquer tentativa de distensionamento entre Executivo e Legislativo. O clima de cooperação eventual, necessário para votações estruturantes, sofre abalo. A sessão foi retomada minutos depois, como manda o rito, mas o estrago político já estava feito.
CPIs têm natureza investigativa, mas, no Brasil, raramente escapam de sua vocação teatral. Quando a investigação alcança o sobrenome presidencial, o roteiro ganha dramaticidade máxima - e Brasília, como sempre, transforma tensão institucional em espetáculo público.
A pergunta que fica não é apenas o que sairá da quebra de sigilo. É até onde essa escalada vai.
•O Castanhal fez bonito na Copa do Brasil ao despachar o Guarani, dentro de Campinas, com o empate em 1 a 1 no tempo normal e 5 a 3 nos pênaltis.
•O “Japiim” faturou quase R$ 1 milhão por ter passado à segunda fase da competição e, como semifinalista do Parazão, também já assegurou vaga no brasileiro da Série D ano que vem.
•Depois de registrar lucro de R$ 270,9 bilhões em 2024, o Banco Central também apresentou prejuízo em 2025: R$ 119,97 bilhões.
•As tensões entre Estados Unidos e Irã elevaram o preço do petróleo ao patamar de US$ 71.
•Washington impôs novas sanções contra o transporte de óleo iraniano, enquanto o presidente Donald Trump exige o fim do programa nuclear de Teerã.
•Analistas alertam que um bloqueio no Estreito de Ormuz pode levar o barril a superar a casa dos US$ 100.
•O desembargador Magid Nauef Láuar, do TJ-MG, acolheu recurso do Ministério Público do Estado e restabeleceu a condenação de homem de 35 anos por estupro de vulnerável contra menina de 12 anos.
•O presidente da Câmara, Hugo Motta celebrou a aprovação do PL Antifacção, classificando-o como "a medida mais dura de enfrentamento ao crime organizado do País".
•Partido Novo acionou o STF contra a aplicação reiterada de sigilo sobre documentos públicos dos Três Poderes.
•A sigla afirmou que o objetivo é pôr fim ao que chama de "farra dos sigilos", prática que, segundo a legenda, teria se agravado no governo Lula.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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