No 1º semestre de 2026, aumento foi de 109,6% em relação ao mesmo período de 2025
Brasília, DF - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para o Pará no 1º semestre de 2026, alcançando R$ 1,5 bilhão. O valor aprovado para o estado foi 109,6% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 714,7 milhões).
Os recursos aprovados atenderam todos os setores da economia, como comércio e serviços (R$ 517,9 milhões), infraestrutura (R$ 512,3 milhões), agropecuária (R$ 390 milhões) e indústria (R$ 77,7 milhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 1,32 bilhão do crédito aprovado, crescimento de 138,6% em relação a 2025 (R$ 552,2 milhões).
Os recursos para a agropecuária foram o maior da série histórica iniciada em 1995, 158,8% superior ao primeiro semestre de 2022 (R$ 150,7 milhões) e 50,1% acima do primeiro semestre de 2025 (R$ 259,8 milhões).
“Os números mostram a presença de operações de crédito do BNDES em diversos setores da economia, como agronegócio, indústria, infraestrutura, comércio e serviços. Os dados também registram a participação das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) entre os beneficiários dos financiamentos no período. No Pará, além dos investimentos de legado da COP30 em infraestrutura para Belém, o BNDES tem apoiado importante segmentos produtivos. No estado, volume de aprovação para indústria cresceu 153%; e para infraestrutura, 213%, ante o mesmo período de 2025”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Já o volume de recursos desembolsados pelo BNDES para o Pará foi de R$ 1,08 bilhão neste 1º semestre. Os dados são do resultado do 1º semestre do BNDES, divulgado nesta quarta-feira (12).
Norte
As aprovações de crédito para a Região Norte alcançaram R$ 5,2 bilhões no 1º semestre de 2026, valor 104,7% superior ao realizado no mesmo período de 2025 (R$ 2,54 bilhões). Os valores aprovados neste semestre atenderam diferentes setores, como infraestrutura (R$ 2,33 bilhões), agropecuária (R$ 1,3 bilhão), comércio e serviços (R$ 1,25 bilhão) e indústria (R$ 328,2 milhões).
Do total das aprovações, R$ 3,77 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas, ante R$ 1,99 bilhão no período anterior, acréscimo de 89,7%. O volume de desembolso chegou a R$ 3,92 bilhões, ante R$ 2,86 bilhões no mesmo período de 2025.
Nacional
O BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição. Os resultados financeiros também revelaram que o BNDES atingiu pela primeira vez na história ativos totais de R$ 1,05 trilhão, além do recorde histórico de R$ 181 bilhões no Patrimônio Líquido, reflexo da sustentabilidade e da solidez do Banco.
O desempenho operacional da instituição também segue com resultados robustos, com valores de consultas, aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos. O total de aprovações de crédito e operações garantidas aumentou 19% ante primeiro semestre de 2025, com injeção de crédito de R$ 154 bilhões, sendo R$ 43,4 bilhões em garantias.
As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, aumento de 52% ante 1º semestre de 2025. Os maiores crescimentos foram observados no crédito à infraestrutura (+ 91%) e agropecuária (+ 46%), somando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Os créditos ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões (+ 27%) e à indústria R$ 22,5 bilhões (+ 24%).
O apoio às MPMEs alcançou R$ 108,2 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, maior valor da história para o período, com alta de 22% sobre 2025 (R$ 88,8 bilhões). As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros alcançaram R$ 43,4 bilhões, enquanto as aprovações de crédito somaram R$ 64,8 bilhões.
O volume dos desembolsos do BNDES alcançou R$ 74,8 bilhões no semestre, aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2025, garantindo a continuidade do crescimento da carteira expandida. As consultas aumentaram 72% em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando R$ 237,7 bilhões.
A inadimplência da instituição, de 0,05% (90 dias), permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,68% geral e 0,66% para grandes empresas em junho de 2026).
Foto: Nicola Labate/BNDES
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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