Ajuda federal virou moeda de troca: produtores rurais denunciam rede bancária no acesso aos benefícios de medida provisória.
ditada em 5 de setembro de 2025, a MP 1.314 autorizou o uso de superávit financeiro e recursos livres das instituições financeiras para renegociação, amortização ou liquidação de dívidas de produtores rurais atingidos por eventos climáticos adversos. O objetivo é flexibilizar cronogramas de pagamento, reduzir pressão de caixa e evitar a insolvência de produtores já sufocados por dois anos seguidos de perdas.

No Pará, o roteiro mudou. Produtores das regiões da Transamazônica, Belém–Brasília, oeste do Estado e áreas estratégicas do agronegócio relatam que gerentes do Banco do Brasil passaram a exigir entradas elevadas e “reciprocidades” para autorizar renegociações com base na MP. Entre as exigências citadas estão: títulos de capitalização; seguros de vida; consórcios de alto valor; e outros produtos sem relação com crédito rural. Segundo os relatos, a negociação só anda se o produtor “comprar o pacote”.
A prática não se limitaria ao Banco do Brasil. Há registros de que Bradesco, Sicredi e outras instituições financeiras estariam adotando postura semelhante, criando obstáculos artificiais ao acesso ao benefício federal. Tudo fora do escopo da MP, que não autoriza condicionantes comerciais nem venda casada.
A coluna ouviu produtores de diferentes regiões do Estado. Todos fizeram questão de manter o anonimato. O motivo é um só: medo de retaliação bancária, fechamento de crédito e dificuldades futuras para financiamento da produção. E silêncio não é opção - é mecanismo de sobrevivência.
O pano de fundo é conhecido. O ano de 2025 foi um dos mais difíceis para o campo brasileiro, marcado por secas prolongadas e veranicos;
ondas de calor acima da média; quebras de safra em grãos e café; incêndios e perdas de produtividade. No caso do café, produtores de Minas Gerais enfrentaram o quarto ano consecutivo de prejuízos, com perdas estimadas entre 20% e 30%. No Norte, a imprevisibilidade climática afetou planejamento, plantio e caixa. Foi esse cenário que levou o governo a editar a MP.
O problema é que, no balcão dos bancos, a emergência climática virou oportunidade comercial. O socorro federal chegou - mas condicionado. quem não aceita o “toma lá, dá cá” fica sem fôlego; quem aceita, afunda ainda mais.

·A esquerda no Brasil sempre foi festiva, mas, agora, há registro em vídeo.
·Enquanto em um show no Rio de Janeiro a deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB, foi muito elogiada quando assumiu as baquetas e atacou de baterista, em Belém, a vereadora Vivi Reis (foto), do Psol, mostrou seus dotes de dançarina.
·Foi de “na boquinha da garrafa”, mas a conta foi apresentada na hora, com críticas das chamadas “pessoas de bem” perguntando pelo tal decoro do cargo.
·Fruto nacional: o açaí nosso de cada dia foi oficializado como tal, visando "proteger o patrimônio amazônico".
·Publicada no dia 8 de janeiro no Diário Oficial da União, a nova lei oferece maior retaguarda jurídica contra a biopirataria, lembrando que já houve caso de uma empresa japonesa tentar patentear o fruto.
·Proposta de CPMI do Banco Master já reúne 42 - 25 a mais do que o mínimo necessário - assinaturas no Senado, ampliando pressão sobre David Alcolumbre pela abertura do processo.
·Aliás, finalmente o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu à Fazenda e à Polícia Federal informações sobre as fraudes bilionárias no Master, que ameaça derrubar parte da República.
·A Procuradoria-Geral da República recorreu ao Supremo Tribunal Federal para impedir a devolução de valores milionários ao ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves, determinada advinha por quem? Ele mesmo, o ministro Dias Toffoli.
·O Ministro André Mendonça converteu para domiciliar a prisão de Silvio Feitoza, suspeito de fraude nas safadezas contra os velhinhos do INSS, diagnosticado com isquemia miocárdia grave.
·O Pix voltou a operar normalmente ontem após instabilidade que afetou pagamentos em todo o País.
·A China cobriu geleiras com mantas geotêxteis gigantes e conseguiu frear o derretimento em áreas pequenas.
·Apesar de reduzir derretimentos isolados, essas mantas geotêxteis ainda oferecem custo elevado limitando a aplicação.
·Enquanto isso, o aquecimento global segue pressionando as calotas de gelo.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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