Interdições em auditório e em prédio recém-inaugurado acendem alerta sobre manutenção e qualidade dos serviços na universidade.
roblemas estruturais em diferentes prédios da Universidade Federal do Pará (UFPA) voltaram a acender o alerta sobre a qualidade dos serviços de manutenção prestados pela Prefeitura Multicampi do campus e o risco iminente à segurança da comunidade acadêmica.

Interdições preventivas, infiltrações, danos em telhados e falhas estruturais têm atingido desde prédios antigos até construções recém-entregues, levantando questionamentos sobre a eficácia das ações de conservação da infraestrutura da instituição.
Um dos casos mais recentes ocorreu no Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação, onde o telhado do hall e do auditório sofreu danos severos após as fortes e constantes chuvas que atingem Belém. A direção do centro informou que, após avaliação técnica, foi constatado risco à segurança de circulação e à integridade física de usuários, além da possibilidade de prejuízos aos equipamentos instalados no auditório.
Diante da situação, todas as atividades rotineiras no espaço - como defesas de teses, dissertações e palestras - foram suspensas. A interdição permanecerá até que os problemas sejam resolvidos de forma definitiva e o ambiente volte a oferecer condições seguras de uso.
Segundo denúncias encaminhadas à coluna, o problema não é novo. No ano passado, o mesmo local já teria apresentado falhas semelhantes, resolvidas apenas com uma intervenção paliativa. Para uma fonte ouvida pela coluna, a situação revela o que classificou como “precarização da infraestrutura” da universidade.
“Até mesmo a estrutura do Centro de Tecnologia da Informação, que é extremamente estratégico para qualquer organização no Século XXI, foi deixada de lado pela Reitoria e agora apresenta problemas sérios”, afirmou.
Outro episódio que reforça as críticas à manutenção da infraestrutura ocorreu no complexo do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas. O prédio anexo recém-entregue à comunidade acadêmica e inaugurado em julho de 2025 precisou ser isolado após vistoria técnica identificar riscos estruturais.
A decisão de interditar preventivamente o local foi tomada pela direção do Instituto em conjunto com a Prefeitura da UFPA. O relatório apontou problemas em trechos do telhado, forros e no sistema elétrico do segundo andar do edifício.
A Reitoria e as equipes responsáveis pela manutenção foram acionadas para realizar reparos emergenciais. Enquanto isso, o pavilhão de aulas do complexo também passou a ser monitorado preventivamente.
Durante a inspeção no prédio anexo, técnicos identificaram agravamento de infiltrações e deterioração em trechos da cobertura. Os danos já são visíveis em várias salas e na área das escadas que dão acesso aos andares superiores.
Entre os problemas relatados estão acúmulo de água na cobertura, infiltrações em forros e paredes, além de danos em luminárias e revestimentos. O quadro pode representar risco potencial à segurança de estudantes, professores, técnicos-administrativos, trabalhadores terceirizados e demais usuários, especialmente durante o período chuvoso.
Uma fonte que acompanha a situação afirma que os serviços executados pela prefeitura do campus e pelas empresas contratadas pela administração estariam sendo colocados à prova - e, segundo ela, com resultados preocupantes.
“Os serviços da prefeitura e das empresas contratadas estão sendo colocados em teste e, ao que parece, estão sendo reprovados. Será que é por falta de qualidade nos investimentos, que já são escassos?”, questionou.
As dificuldades de manutenção da infraestrutura da UFPA não são recentes. Em novembro do ano passado, durante o período de atividades relacionadas à COP30, parte da marquise do Núcleo de Pesquisa Indígena (NPI) desabou após uma forte chuva acompanhada de descarga elétrica.
O impacto do raio fez ceder uma calha e parte da marquise do segundo andar do prédio, que possui mais de 30 anos de construção. O local estava vazio no momento do incidente, já que não estava sendo utilizado como alojamento para indígenas que participavam de atividades na capital paraense. Ainda assim, o episódio causou grande susto em quem estava em prédios próximos.
Outro ponto de preocupação dentro do campus é o Terminal Rodoviário da UFPA. Usuários relatam que a estrutura apresenta sinais de corrosão e enfrenta uma infestação crescente de pombos.
Trabalhadores que atuam no local afirmam que o problema se agravou ao longo do tempo. A presença constante das aves, associada à falta de manutenção, tem gerado desconforto e preocupação entre quem circula diariamente pelo terminal. “A cada dia que passa, aumenta mais. As pessoas ainda alimentam os pombos, aí fica difícil controlar”, relatou uma trabalhadora.
Além da infestação, frequentadores também apontam deterioração na estrutura do terminal, inaugurado em 2010 e que, segundo relatos, nunca passou por uma reforma. “A gente fica sem saber se está seguro. Parece que está tudo de qualquer jeito”, disse outra usuária.
Entre interdições, infiltrações e estruturas comprometidas, cresce dentro da comunidade acadêmica a preocupação com a capacidade de manutenção da universidade - e com os riscos que os problemas podem representar para quem estuda, trabalha ou circula diariamente pelo campus.

•O geólogo Paulo Sérgio Cunha Moraes (foto) é o novo diretor regional da ANM, a Agência Nacional de Mineração. Foi nomeado em substituição a Raimundo Queiroz Almeida. Paulo Sérgio e ex-diretor da Sedeme.
•O governo do Estado diz que mais de 160 mil servidores públicos estaduais - ativos, inativos e pensionistas - serão beneficiados com o reajuste geral de 6%, medida que representa a injeção de cerca de R$ 1,3 bilhão na economia. Só falta convencer os servidores.
•Em Belém, onde estão em greve há quase um mês, servidores marcaram para hoje mais uma manifestação de protesto, desta vez em frente à sede do Conselho Municipal de Educação, na rua Boaventura da Silva.
•Sabe-se agora: o Resort Tayayá, ligado ao ministro Dias Toffoli, renegociou no Bradesco o mesmo empréstimo - R$ 20,4 milhões (R$ 31 milhões atuais, na correção pela inflação) - cinco vezes, e sempre com juros abaixo da Selic.
•O ministro André Mendonça autorizou a transferência do falso banqueiro Daniel Vorcaro para a penitenciária federal de segurança máxima em Brasília.
•Em Brasília, mas não no Lago Sul, Vorcaro permanecerá os primeiros 20 dias em cela especial de adaptação à rotina do presídio de segurança máxima. Veja as imagens do local.
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•A propósito, o gabinete do ministro Toffoli afirmou que o magistrado não teve acesso aos dados extraídos pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro enquanto relatava o caso.
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Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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