Via registra atropelamento de animais, denúncias sobre sinalização precária e desníveis perigoso
Imagens postadas na internet mostram riscos em cabeceiras de pontes na Av. Liberdade/Vídeo: Redes Sociais
esde que saiu do papel como uma das principais vitrines de mobilidade do governo do Pará, a avenida Liberdade convive com críticas ambientais, questionamentos técnicos e denúncias sobre problemas estruturais. Inaugurada há menos de dois meses, a via expressa de 14 quilômetros que liga a avenida Perimetral, em Belém, à Alça Viária, em Marituba, agora também entra no radar por causa dos riscos à segurança dos motoristas.
Antes mesmo da inauguração, vídeos circularam nas redes sociais mostrando trechos da pista sendo arrastados pelas fortes chuvas. O maior impacto, porém, aparece no entorno da floresta cortada pela nova avenida. A Liberdade atravessa uma extensa área de mata até então preservada, alterando drasticamente o habitat da fauna local.
Gaviões típicos da região passaram a ser vistos pousados em placas de sinalização da estrada e, há cerca de uma semana, duas capivaras morreram atropeladas na pista.
O jornalista Paulo Bemerguy esteve no local e afirma que a situação exige providências urgentes. Segundo ele, a combinação de sinalização inadequada, desníveis bruscos e aumento do fluxo de veículos cria um cenário perigoso. “É iminente o risco de acidentes que poderão custar vidas humanas e não apenas de animais”, alertou.
Em resposta à Coluna, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, Seinfra, informou que “atos de vandalismo provocaram danos na cerca instalada para isolar a pista da área de vegetação. A Secretaria reitera que os danos já estão sendo reparados e que ao longo da Avenida, foram implantadas 34 passagens de fauna, sendo 22 aéreas e 12 subterrâneas, que permitem o deslocamento "seguro dos animais".
E foi justamente num dos pontos destruídos da cerca de isolamento que algumas capivaras acabaram acessando a via e, consequentemente, atingidas por veículos. O material da cerca é furtado para ser vendido por vândalos em sucatas da Região Metropolitana de Belém, problema semelhante ao enfrentado ao longo da avenida Almirante Barroso, quando o BRT foi inaugurado.

Outra crítica relacionada à nova avenida diz respeito ao posicionamento da sinalização vertical instalada na Liberdade. O jornalista Paulo Bemerguy afirma que as placas estão em desacordo com padrões básicos de segurança rodoviária.
No trecho entre a Perimetral e a Alça Viária há pontos críticos, especialmente na ponte sobre o igarapé da Ufra e no elevado da Ceasa, onde as cabeceiras apresentam aclives considerados excessivamente bruscos. “Se o motorista passar a 80 km/h, velocidade permitida na via, o veículo inevitavelmente sofre um grande tranco, com risco de perda de controle”, relata o jornalista.
Vídeos compartilhados nas redes sociais reforçam a denúncia. Em algumas imagens, carros chegam a perder contato com o solo ao passar por determinados trechos, dando a impressão de “decolagem” sobre a pista. Usuários da avenida também reclamam do tamanho reduzido das placas de advertência.
Segundo relatos, os avisos só conseguem ser visualizados quando o motorista já está praticamente em cima da estrutura. Uma das placas informa “Atenção: diminua a velocidade”. Poucos metros adiante, outra orienta “Trecho velocidade reduzida - 50 km/h”. O problema é que ambas estariam posicionadas já no início do aclive das estruturas.
Com relação aos problemas estruturais da nova Liberdade, a A Seinfra esclarece que equipes técnicas vistoriam a avenida constantemente para realizar ajustes necessários nessa área. De acordo com a Secretaria, o tráfego de veículos não foi afetado.
Apesar das críticas, a avenida já cumpre parcialmente o objetivo para o qual foi concebida: reduzir gargalos históricos de trânsito na entrada e saída da Região Metropolitana de Belém, oferecendo alternativa de ligação com a BR-316.
O problema é que o aumento progressivo do fluxo de veículos também amplia a pressão para que o governo corrija rapidamente os problemas apontados antes que a nova via se transforme em vitrine permanente de acidentes, falhas estruturais e impactos ambientais.

•Podia ser deboche, mas é verdade. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (foto), disse que os R$ 134 milhões gastos no filme sobre seu pai “é até barato” para os padrões de Hollywood.
•Em dólar, a produção custou 24 milhões e ficou acima de muitas produções indicadas ao Oscar, como Anora (US$ 6 mi), Parasita (US$ 11,4 mi) e os brasileiros O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui, que custaram US$ 5 mi e US$ 1,35 mi, respectivamente.
•Levantamento da Rede Mulher Empreendedora mostra que, no Brasil, 77% das mulheres começam a empreender após a maternidade - 55% buscam suprir necessidades e flexibilidade de horário para cuidar do filho.
•O estudo mostra ainda que o cenário empreendedor é dominado, majoritariamente, por mulheres negras - 65%, e de baixa renda - 50%. Para 60% delas, o faturamento mensal não passa de R$ 2.500.
•Os furtos de fiação elétrica vão muito além do que falhas de funcionamento nas esquinas e equipamentos públicos de Belém.
•Dados divulgados pela Prefeitura mostram que, em 2025, esse tipo de vandalismo aumentou em 159% os custos de reposição, totalizando um prejuízo de R$ 67 mil aos cofres municipais.
•De mal a pior, a voadora Gol não se cansa de levar à loucura seus clientes que buscam algum tipo de atendimento no callcenter e plataformas digitais.
•Semana passada, um usuário precisou efetuar três ligações de 40 minutos cada uma para adquirir assentos menos torturantes que os padrões oferecidos normalmente.
•Nos dois casos, a tortura é inevitável. Ou viaja-se apertado, ou fica-se duas horas de tempo com o telefone esquentando as orelhas.
•A Prefeitura de Belém lançou o programa “Belém Pela Educação”, com ações pontuais para que cerca de 11 mil alunos do 1° e 2° ano alcancem capacidade de leitura e escrita na idade certa. A intenção é encerrar 2026 com 65% dessas crianças alfabetizadas.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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