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Amazonas confirma três casos da 'doença da urina preta' após consumo de pacu

Ocorrências foram registradas em Itacoatiara, município que já teve surtos em 2021 e 2023

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  • 02/02/26 14:00
Amazonas confirma três casos da 'doença da urina preta' após consumo de pacu

São Paulo, SP - Três casos de síndrome de Haff, conhecida como "doença da urina preta", foram confirmados no Amazonas pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) do estado. A enfermidade é causada pelo consumo de pescados contaminados por toxinas e gera dores intensas no corpo e escurecimento da urina.


Todos foram registrados em Itacoatiara, município a 270 km de Manaus, que já teve surtos da doença em 2021 e 2023. Dois casos ocorreram em junho e um em dezembro, mas foram divulgados em boletim da fundação que monitora casos suspeitos na quinta-feira (29). Dois pacientes eram da mesma família.


Os três, que moram em zona urbana, afirmaram que consumiram pacu frito ou assado em casa. Eles apresentaram urina escura, fraqueza muscular e dores intensas nos músculos. Os sintomas começaram cerca de nove horas após a refeição, segundo a FVS.


Exames indicaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com valor médio de 6.400 µ/L, de acordo com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas.


"Mesmo com o número reduzido de casos, a Doença de Haff exige atenção permanente, pois está associada ao pescado, um alimento amplamente consumido pela população amazonense. A vigilância ativa é norteadora para proteger a saúde da população e orientar medidas de prevenção", afirma em nota Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS.


A enfermidade é uma rabdomiólise, um tipo de síndrome que gera a destruição de fibras que compõem os músculos. Suas proteínas passam a circular na corrente sanguínea, o que sobrecarrega os rins e gera o escurecimento da urina. Quando associada ao consumo de pescados, é denominada doença de Haff. Não há tratamento específico.


Foto: Elói Corrêa/Agência Manaus

(Com a Folha)

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.