Documentos encaminhados à coluna mostram que plantões em unidades vão além do permitido por lei e comprometem aprendizado.
m clima de medo associado à necessidade de quem precisa se calar para conseguir acesso a um diploma têm formado a atmosfera dos cursos de medicina da Universidade Federal do Pará e da Universidade do Estado do Pará, em Belém. Os exaustivos períodos de atividade desses estudantes no Hospital Universitário Barros Barreto, no Hospital da Mulher e no PSM do Benguí tem provocado problemas de saúde, de aprendizado e de relacionamento entre alunos e seus professores e a direção das universidades.

Os documentos revelam que os critérios legais não estão sendo respeitados e que, todos os dias, inclusive aos domingos e feriados, os estudantes de medicina entram antes das 7h e não saem antes das 19h, alguns estendendo até as 20h ou 21h. No dia seguinte, a rotina se repete.
“Os alunos não conseguem estudar, não têm tempo de descanso e estão sendo submetidos a jornadas extenuantes, muitas vezes substituindo a função de médicos já formados, colocando, inclusive, algumas atividades em risco. E tudo isso enquanto o chefe do serviço de cirurgia geral aproveita finais de semana e feriados em Salinas”.
Não raramente, segundo a denúncia, médicos residentes, com o aval da direção do curso, utilizam termos de autoridade e subordinação para lidar com os alunos. Numa das reuniões entre as partes, os residentes teriam afirmado que "a turma anterior teria se comportado melhor, era mais preparada", fazendo referência a lacunas deixadas pelos estudantes sobre preenchimento de sistemas digitais dos hospitais ou protocolos em papel, coisa que, segundo eles, nunca lhes foi ensinado.
Numa conta rápida, num regime de trabalho de 60 horas semanais durante 6 semanas, período estabelecido por lei para um internato em cirurgia geral, o total de horas trabalhadas será de 360, e não de 296h como preconiza o plano de ensino dessas instituições. Isso sem contar a infração contra a regra de trabalhar 40 horas semanais durante esses plantões de internato.
O anonimato dos denunciantes será mantido a pedido para evitar possíveis retaliações nas universidades. De acordo com eles, o caso já foi denunciado ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público do Trabalho, à União Nacional dos Estudantes e às ouvidorias da UFPA e da Uepa, mas nenhuma medida prática sobre o caso foi tomada por nenhuma dessas entidades.
Os estudantes também tentaram dialogar sobre a situação com os médicos Lucas Acatauassu e Caio Vinicius Botelho, diretores responsáveis pela organização dos planos pedagógicos da UFPA e da UEPA, respectivamente, mas sem sucesso. O receio é que a rotina nos hospitais torne o processo de aprendizado e compromissos com as disciplinas ministradas em sala incompatíveis, já que não há tempo hábil para desenvolver, academicamente, o que é preciso.
Sobre o assunto, a coluna encaminhou solicitação de esclarecimentos às assessorias de comunicação da Uepa e da UFPA, mas nenhuma resposta foi encaminhada até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

•Álvaro Negrão do Espírito Santo (foto), professor do curso de Turismo da UFPA, foi eleito para a presidência do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), que completou 126 anos de fundação, no último dia 3 de maio.
•Em Abaetetuba, servidores aposentados da prefeitura suspeitam que estão sendo vítimas do instituto previdência municipal.
•Os aposentados tiveram mudanças no calendário de pagamento desde a última eleição, quando passaram a receber seus proventos atrasados, com base em contracheques indicando pagamento de 180 horas, quando recebem de 100 horas.
•Também caíram na malha fina da Receita por apresentarem declarações com Cédula C fornecida pelo instituto, sem terem recebido informações para a declaração. A prefeitura precisa se explicar.
•Dizem que o ex-deputado Márcio Miranda, que concorreu ao governo do Pará contra o ex-governador Helder Barbalho - e perdeu -, desistiu de concorrer ao Legislativo em outubro. Optou por coordenar a campanha de Hana Ghassan na região.
•A comunicação do governo Lula prepara campanha massiva para tentar melhorar sua popularidade através da desconstrução da regulação das bets e a isenção da chamada "taxa das blusinhas", “obras icônicas” do Planalto.
•Na pauta da semana, a Câmara Federal retoma projeto de lei que cria o marco regulatório dos minerais críticos, ainda pendente de posicionamento do Executivo. Enquanto isso, o Senado mira projetos consensuais, passando por temas que vão da preservação ambiental à saúde.
•Aliás, a Câmara terá uma semana de trabalho prolongado, com sessões plenárias marcadas até sexta. O objetivo é acelerar a tramitação da PEC do fim da escala 6x1.
•Entre reivindicações populares e promessas de votação ainda em maio, o fim da escala 6x1 ganhou força com o Dia do Trabalhador. Além do apoio popular, a luta sindical é acompanhada por disputas entre Câmara e governo no formato de tramitação e desafiada por preocupações do setor produtivo, que vê riscos à economia.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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