Comunicador popular autodenominado “Língua de fogo” é eliminado por conta de denúncias e passa a integrar as estatísticas da organização Repórteres Sem Fronteiras.
Hernandes da Silva Alencar, o Zeca Tatu, tombou pelas mãos de poderosos incomodados em Itaituba, onde a bala continua falando mais alto/Fotos: Divulgação.
morte do comunicador popular
Hernanes da Silva Alencar, muito conhecido no município de Itaituba como Zeca
Tatu, demonstra que as coisas na região do garimpo continuam a ser resolvidas
como nos velhos tempos: à bala. Várias delas acertaram a cabeça e outras partes
do corpo de Zeca Tatu na noite da última sexta-feira, pouco tempo depois de ele
se envolver, mais uma vez, em uma série de denúncias graves, mas também
polêmicas, sustentadas apenas pela sua “língua de fogo”, como ele mesmo
costumava se autodenominar.
Com isso, o comunicador colecionou
muitos inimigos. Agora, cabe à Polícia descobrir qual deles seria responsável,
ou responsáveis, pela morte de Zeca Tatu, que se apresentava como radialista,
mas, de acordo com o Sindicato dos Jornalistas do Pará, no momento o
comunicador não estaria vinculado a nenhum veículo oficial de imprensa.
O Sindicato informou ainda em nota
que está apurando o caso e que, mesmo Zeca Tatu não sendo jornalista, por se
tratar de um comunicador muito popular, vai encaminhar o caso para a Comissão
de Liberdade de Expressão da OAB, que pode fazer um acompanhamento “com mais
amplitude aos comunicadores populares”.
O fato é que, no Pará, assim como no
resto da Amazônia, quem incomoda é calado, segundo levantamento divulgado pela
organização Repórteres Sem Fronteiras, apontando que no último ano 62 casos de
ataques a jornalistas foram registrados na Amazônia, sendo as vítimas 40 homens
e 18 mulheres e quatro equipes. Em ao menos 13 casos, houve agressão física.
Como de hábito, no final do mês
passado Zeca Tatu distribuiu mais um de seus áudios bombásticos de ataques
coletivos. O áudio teve ampla distribuição nos aplicativos de mensagens por
citar muitos nomes conhecidos na região de Itaituba, que teriam dado repercussão
à recente prisão do comunicador, detido pela Polícia Militar portando maconha.
Nos áudios, Zeca Tatu cita o nome de
cada personagem, acrescentando uma informação “reveladora” e completando que a
pessoa não teria moral para falar dele, por praticar comportamentos que, na
visão do comunicador, seriam mais abomináveis. Além de revelar meio alfabeto de
nomes de empresários que seriam usuários de “pó”, o comunicador chegou a citar
intimidades de alguns de seus alvos, como o fetiche de outro repórter que
seria voyeur da própria esposa com outros homens e, para uma
garota-propaganda da cidade, chegou a receitar, no áudio, um “fluconazol” para
aplacar possíveis odores nas partes íntimas.
Intimidades à parte, uma das
denúncias feitas por Zeca Tatu é muito grave, supostamente envolvendo policiais
militares, que teriam subtraído 20 quilos de ouro roubados por bandidos. Essa
ação ficou subentendida porque, segundo a denúncia de Zeca Tatu, os bandidos
que roubaram o ouro foram presos, mas a mercadoria teria desaparecido, situação
que hoje também está sob investigação da Polícia.
Em outro áudio, ele faz graves
acusações ao chamado “alto escalão” da PM de Itaituba, que comanda os “homens
de bota”, agentes da PM que seriam escalados para fazer a segurança do
transporte do ouro. “Gente, eu fui procurado por alguns compradores de ouro da
região garimpeira, e, segundo informações, quando eles trazem o ouro, são
abordados pelos homens de botas, e os homens de botas, se o comprador de ouro
está trazendo 500 gramas, eles cobram de 50 a 100 gramas”, diz.
E prossegue no áudio: “Segundo informações, é o alto escalão que cobra alguns valores para poder destacar eles para região garimpeira ou então para algum distrito. Há informações de que existe uma tabela. Tipo, para destacar um PM para determinado distrito, tem que ajeitar R$ 20 mil... Segundo informações, essa denúncia já foi feita ao Ministério Público, que está averiguando”, disse Zeca Tatu em um dos últimos áudios, antes de ser calado em definitivo.

O governador Helder Barbalho vive um dilema cruel: o entorno quer rifar
o prefeito Edmilson Rodrigues da reeleição e apostar em “alguém do MDB”.
Só quem se destaca no MDB é a secretária Úrsula Vidal (foto),
que tem audiência na massa, mas não tem audiência na política.
Ao mesmo tempo, Edmilson terá o apoio do presidente Lula para se
reeleger, o que implica em ter o apoio do PT. Como Helder administra isso?
Como ter um candidato do MDB batendo no candidato de Lula. O governador
sabe que o risco de ter várias candidaturas pode acabar entregando Belém ao
bolsonarismo - e isso seria pior do que ter Edmilson mais quatro anos na
prefeitura.
O advogado Alexandre Buchacra se filiou ao MDB. Dizem que é
pré-candidato a prefeito de Capanema.
Ex-juiz eleitoral e amigo do governador, Alexandre Buchacra foi prefeito
de Capanema de 2005 a 2008 e é considerado um candidato ‘pesado’.
No atual governo, Alexandre Buchacra foi secretário-adjunto da Seduc e é
o atual presidente da Fundação de Apoio para o Desenvolvimento da Educação
Paraense.
De um atento leitor da coluna: o Crea-Pará é uma utilidade que caminha
no entorno do inútil. As reivindicações por salários adequados aos
termos exigidos pelos conselheiros da autarquia servem apenas para
implicar com quem não é simpático ao chefe do momento.
E mais: só funciona para órgãos públicos. Dificilmente agora, em
qualquer lugar do Pará, não haverá um engenheiro com salário inferior às
propostas da entidade, autarquia fiscalizadora dos profissionais. Que não
fiscaliza obras.
A situação do outrora poderoso Pará Clube é tão caótica que apenas 198
associados vêm pagando as mensalidades em dia. Segundo o
ex-presidente Almir Barra, agora o PC tem donos.
Falha nossa: a reportagem anterior,
dissemos que Jader Filho, o irmão nº 1, seria uma possibilidade de candidatura
à sucessão do irmão no governo do Estado.
Errado. há jurisprudência impeditiva nessa situação e
manifestação clara da Justiça pelo impedimento por ser parente direto - irmão,
marido, mulher...
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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