A transação, avaliada em aproximadamente R$ 4,7 bilhões (especificamente R$ 4,689 bilhões), transfere 68,596% do capital total e votante da companhia
Belém, PA - O mercado global de commodities acaba de presenciar um grande movimento estratégico. A Votorantim selou um contrato para a venda da totalidade de sua participação na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para um consórcio formado pela gigante chinesa Chinalco (Chalco) e pela anglo-australiana Rio Tinto.
A transação, avaliada em aproximadamente R$ 4,7 bilhões (especificamente R$ 4,689 bilhões), transfere 68,596% do capital total e votante da companhia.
A Lógica por trás do Negócio
Diferente de uma simples saída de mercado, esta movimentação revela uma estratégia de rebalanceamento de portfólio de longo prazo do Grupo Votorantim. Enquanto o grupo reduz sua exposição a commodities cíclicas, ele realoca capital para setores de infraestrutura e utilidades, focando em negócios com retornos regulados e mais estáveis, como a Auren e a Motiva.
Pelo lado dos compradores, o interesse não é apenas financeiro, mas geopolítico. A aquisição está alinhada ao objetivo da China de garantir acesso de longo prazo à bauxita de alta qualidade. Ao assumir o controle da CBA, a China diversifica seus canais de suprimento, hoje muito concentrados na Austrália e na Guiné, e fortalece sua resiliência na cadeia global de suprimentos.
Os Números e a Estrutura da Operação
O Preço: A operação foi fechada com o valor base de R$ 10,50 por ação. Esse valor representa um prêmio estimado de 74% sobre a média dos últimos 90 dias.
O Valor da Companhia: A CBA foi avaliada em aproximadamente R$ 6,7 bilhões a R$ 6,8 bilhões. No entanto, considerando o enterprise value, o negócio atribui à empresa um valor de R$ 10,7 bilhões.
A Joint Venture: Os compradores atuarão via uma joint venture onde a Chinalco deterá a maior parte do capital (cerca de 67%) e a Rio Tinto ficará com o restante (cerca de 33%).
A Próxima Etapa: Após o fechamento, os novos controladores deverão lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para os acionistas minoritários, com a possibilidade de cancelamento do registro de companhia aberta (fechamento de capital) na B3.
O Ativo em Jogo: Além do Metal
A CBA não é apenas uma fabricante de alumínio; ela é uma potência verticalizada. Com cerca de 7.262 funcionários, a empresa opera na produção de alumínio e na geração de energia renovável. Um dos grandes atrativos para a transação foi o Projeto Rondón, na Amazônia, que prevê um investimento de US$ 2,5 bilhões para a exploração de uma nova mina de bauxita. Atualmente, a CBA já possui três minas que produzem 2 milhões de toneladas de minério anualmente.
Próximos Passos: O Crivo Regulatório
A conclusão do negócio não é imediata. A operação está sujeita à aprovação do Cade no Brasil e de autoridades antitruste em países como China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai. No setor elétrico, também serão necessárias autorizações da Aneel e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Foto: Divulgação/CBA
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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