Perda de 15 mil m³ de fluido ocorreu durante perfuração no Poço Morpho, a quase 3 mil metros de profundidade.
operação de pesquisa de petróleo da Petrobras no primeiro poço da bacia da Foz do Amazonas, no Amapá, está paralisada desde terça-feira, 6, após a constatação do vazamento de cerca de 15 mil metros cúbicos de fluido de perfuração para o mar, a quase 2,7 mil metros de profundidade. O incidente foi classificado como potencialmente capaz de causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana.

Segundo a estatal, a perda foi identificada domingo, 4, em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao Poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O fluido vazado é uma “lama” à base de água, utilizada para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço.
O poço possui 7.081 metros de profundidade total, sendo 2.880 metros de lâmina d’água, e está situado no bloco FZA-M-059, em águas profundas da Margem Equatorial brasileira, a aproximadamente 500 quilômetros da foz do rio Amazonas.
Em nota, a Petrobras afirmou que a perda do fluido foi imediatamente contida e isolada e que as linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo. A empresa garantiu que não há problemas com a sonda nem com o poço, que seguem em condições seguras.
A estatal sustenta que o fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos, é biodegradável e não causa impactos ambientais, afirmando ainda que, uma vez vazado, o material se deposita no fundo do mar - situação que, segundo a empresa, é comum em campanhas de perfuração. A previsão é de que a operação seja retomada em até duas semanas.
O Ibama confirmou ter recebido a Comunicação Inicial de Incidente da Petrobras por meio do Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema). De acordo com o órgão, após inspeção foi constatada a descarga do fluido no mar. “As linhas afetadas foram isoladas em superfície, a válvula de fundo mantida fechada e a descarga paralisada. As causas estão em apuração”, informou o instituto, que acompanha o caso. A perfuração foi interrompida para que as tubulações sejam avaliadas e reparadas.
A licença ambiental para o poço foi concedida pelo Ibama em 20 de outubro, após processo iniciado em 2020. Desde então, a perfuração é alvo de protestos recorrentes de organizações ambientais e entidades representativas de povos indígenas.
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, a área pode conter 6,2 bilhões de barris equivalentes de óleo (boe). Para efeito de comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe. O tempo estimado de perfuração é de cinco meses, em fase estritamente exploratória.
Organizações da sociedade civil criticam o licenciamento, apontando ausência de consulta prévia a povos indígenas, quilombolas e pescadores; uso de modelos de impacto defasados, baseados em dados de 2013; e subestimação de cenários extremos em uma região de correntes marítimas complexas.
O Instituto Internacional Arayara classificou o episódio como evidência dos riscos estruturais da exploração petrolífera na região. A entidade, que ingressou com Ação Civil Pública para anular a licença, afirmou que “os riscos são compartilhados, enquanto os benefícios ficam com poucos”.
A Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará e o Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque também divulgaram nota de indignação, afirmando que o incidente confirma os temores de impactos sobre ecossistemas marinhos e territórios tradicionais.
As entidades sustentam que a exploração viola o direito à Consulta Prévia, Livre e Informada, previsto na Convenção 169 da OIT, e defendem a interrupção definitiva da atividade petrolífera na Foz do Amazonas.

•Depois de anunciar uma noite inteira dedicada ao gospel em celebração ao aniversário de Belém, o prefeito Igor Normando, de volta de revigorantes férias - espera-se -, detalhou as outras atrações artísticas da celebração.
•No domingo, 11, os shows continuam no Portal da Amazônia, com atrações locais como Nosso Tom, Elói Iglesias, os DJs Méury e Gigio Boy, e a aparelhagem Carabao.
•O show principal será de um artista de fora do Pará, o potiguar Xand Avião (foto), que cobra cerca de R$ 700 mil para grandes eventos.
•Com isso, Belém barrou Ananindeua, cujo show de aniversário no último dia 3, por conta de Zé Felipe, saiu a R$ 630 mil.
•A Anvisa anunciou a liberação da fase 1 de pesquisa clínica da polilaminina, substância que se mostrou capaz de regenerar lesões na medula espinhal, de acordo com pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
•A liberação chega depois de quase três anos de análise e de pedidos de informação e de validação, e cinco voluntários irão receber a medicação.
•Mesmo com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, os contribuintes ainda precisam ficar atentos às regras da declaração anual, alertam contadores.
•É que a medida entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, mas não se aplica à declaração que será entregue neste ano, referente ao exercício de 2025.
•O IPVA 2026 marca uma virada relevante na política tributária paulista depois que o governador Tarcísio de Freitas sancionou lei zerando o imposto para motocicletas, ciclomotores e motonetas com motor de até 180 cm³.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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