Mundial termina com dezenas de jogadores afastados por problemas musculares, articulares e fraturas obtidas durante o torneio
Copa do Mundo de 2026 termina deixando um saldo que vai além dos resultados em campo. Ao longo do torneio, lesões musculares, articulares e traumáticas afetaram jogadores de diferentes seleções e reacenderam o debate sobre os impactos do calendário cada vez mais intenso do futebol de alto rendimento, somado às condições climáticas enfrentadas durante a competição.

Não é de hoje que o tema tem provocando intensos debates nos últimos anos. Desde o Mundial de Clubes realizado pela Fifa em 2025, equipes, ligas e, principalmente, atletas vêm aumentando o coro de denúncias que os excessos no número de partidas podem gerar para a saúde dos jogadores.
Levantamento baseado no acompanhamento da cobertura esportiva estima que entre 45 e 55 atletas das 48 seleções participantes sofreram algum tipo de lesão que resultou em desfalques, limitações físicas ou necessidade de tratamento durante a Copa.
Entre os casos mais conhecidos estão Lucas Paquetá, Raphinha e Wesley, pela Seleção Brasileira; Enzo Fernández, da Argentina; Aurélien Tchouaméni, da França; Ronald Araújo, do Uruguai; Christian Pulisic, dos Estados Unidos; além da grave fratura sofrida por Ismaël Koné, do Canadá.
O cenário confirma uma tendência observada nas principais competições internacionais: a de que o futebol atual exige uma intensidade física muito maior do que há alguns anos. Quando essa carga é somada a um calendário apertado, deslocamentos frequentes, pouco tempo para recuperação entre as partidas e condições climáticas adversas, como o calor registrado durante a Copa deste ano, o risco de lesões aumenta consideravelmente.
Especialistas afirmam que o esforço excessivo dos jogadores sobrecarrega a musculatura, que é a estrutura básica de sustentação de todo o corpo. A consequência é um músculo cansado, altamente suscetível à lesão e que vai perdendo a capacidade de responder às grandes demandas.
Exames complementares tornam-se parte fundamental da investigação para identificar a extensão da lesão e orientar a conduta médica. Em casos de lesões musculares, como as registradas por Lucas Paquetá, Raphinha e Giorgian De Arrascaeta, a ressonância magnética costuma ser o principal exame utilizado para avaliar o comprometimento das fibras musculares.
Já nas lesões articulares, como torções de tornozelo e traumas no joelho, radiografia e ressonância auxiliam na análise de estruturas ósseas, ligamentos, tendões e cartilagens. Em situações mais graves, como a fratura sofrida por Ismaël Koné, a tomografia computadorizada fornece informações importantes para o planejamento do tratamento.
Tudo para que o atleta não retorne às atividades antes da recuperação completa e, assim,
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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