Movimentações de bastidores, agendas e articulações nacionais reacendem especulações sobre a reconstrução tucana no Estado.
ode ter sido coincidência, mas a reaparição de agendas e articulações do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Pará ganhou ritmo após a repercussão do encontro entre o ex-ministro do Turismo Celso Sabino e o presidente nacional da legenda, Aécio Neves, em Brasília, ocorrido na última terça-feira, 3. Desde então, Lena Pinto, principal representante feminina do partido no Estado - sem mandato - retomou agendas políticas com lideranças no interior paraense.

Quase simultaneamente - e também tratada nos bastidores como “mera coincidência” -, o governador Helder Barbalho se reuniu a portas fechadas, na sexta-feira, 6, no Palácio dos Despachos, com o grupo tucano que ainda detém mandato - os deputados estaduais Érick Monteiro, Cilene Couto e Ana Cunha.
As duas últimas integram um histórico grupo que atuou no “ninho tucano” paraense ao lado do ex-governador Simão Jatene, do qual também fizeram parte do grupo o ex-senador Flexa Ribeiro e o casal Lena e Nilson Pinto, ex-deputado federal. Após a vitória de Helder Barbalho ao governo, o grupo passou a integrar a base de apoio do atual chefe do Executivo estadual.
O teor da conversa mantida na reunião com o governador segue sob sigilo, mas a coincidência de agendas alimenta a leitura de que a possível “ressurreição” do PSDB no Pará animou os bastidores políticos. No mesmo dia, Lena Pinto cumpriu agenda em Oriximiná, no oeste do Estado, movimento interpretado como sinal de organização antecipada com vistas às eleições de outubro.
A reconstrução tucana, porém, está longe de ser simples. O partido, que viveu seu auge no Pará durante os governos de Almir Gabriel e Simão Jatene, saiu das eleições de 2022 sem qualquer representante do Estado na bancada federal. À época, Lena e Nilson Pinto protagonizaram uma dobradinha incomum: ambos concorreram ao mesmo cargo de deputado federal pelo PSDB.
A estratégia, duramente criticada, previa o uso do fundo partidário para impulsionar a candidatura de Lena - a única a se expor publicamente na campanha -, enquanto Nilson manteve atuação praticamente inexistente, inclusive nas redes sociais. O resultado foi um duplo revés, com nenhum dos dois alcançando mandato.
É nesse vácuo que surge o nome de Celso Sabino. O encontro com Aécio Neves, revelado em articulação recente, foi interpretado como uma tentativa de reabrir canais para uma reestruturação partidária no Estado, inclusive com a possibilidade de Sabino assumir protagonismo na reorganização da legenda no Pará, caso avance a reaproximação.
Fonte ouvida pela coluna, atenta ao xadrez eleitoral paraense, avalia que a estratégia tucana passa por lançar um nome competitivo ao Senado, capaz de puxar votos e criar ambiente para eleger ao menos um deputado federal. Ainda assim, a missão é considerada difícil diante do esvaziamento partidário pós-2022, da dependência de alianças locais e da necessidade de um nome majoritário com densidade eleitoral suficiente para reposicionar o PSDB no cenário estadual.
Outro ponto sensível, segundo a mesma fonte, é a própria garantia de uma eventual candidatura de Celso Sabino ao Senado. “Caso essa negociação se feche, deve haver garantias claras por parte de Aécio Neves para que não se repita o costumeiro no Pará: um candidato ser apresentado em convenção partidária e depois acordar sem o nome na ata enviada ao TRE”, afirmou.
A fonte lembrou que o caso mais emblemático ocorreu em 2018, com Mário Couto, que seria apoiado por Helder Barbalho, mas acabou retirado do jogo de forma abrupta - episódio que provocou, inclusive, um racha político com a filha, a deputada Cilene Couto, que optou à época por seguir com Helder. Hoje, pai e filha parecem estar em paz, mas Couto luta por aval da direção nacional de seu partido, o PL, para lançar seu nome ao governo do Pará.

•Em discurso pelos 46 anos do PT, o presidente Lula (foto) afirmou que 90% dos evangélicos recebem benefícios do governo.
•A frase, além de imprecisa, reduz uma comunidade diversa a dependência social. Pior: orientou militantes a irem “porta a porta” atrás desse eleitorado, como quem mapeia curral.
•Por aqui, diante de coisa delicada assim, o comentário é direto: essa me deu medo.
•Depois da reinauguração ruidosa em 2025, o palacete Pinho ficou fechado desde o fim de novembro passado. Uma nota nas redes sociais diz que foram somados “incansáveis esforços” para posicionar o espaço como “um case de cidades sustentáveis como legado do Pará da COP 30”.
•A nota afirma que no dia 1 de março o palacete terá as portas reabertas, ainda sob gestão de um grupo de construção civil de São Paulo, contratado sem licitação pela Prefeitura de Belém.
•Uma jazida estimada em 55 bilhões de toneladas, com teor acima de 60% de ferro e valor potencial próximo a US$ 5,7 trilhões, altera o eixo de escala e competitividade do mercado global de minério de ferro.
•A descoberta, em Hamersley, reforça a liderança estrutural da Austrália, com capacidade de influenciar oferta, preços e decisões por décadas, além de redefinir comparativos históricos, como Carajás, no Pará.
•Instalar painéis solares em grandes áreas agrícolas passou a ser mais que uma solução energética.
• Várias fazendas que instalaram placas solares têm-se beneficiado do surgimento de verdadeiros refúgios para abelhas, mostrando que agricultura e energia limpa podem coexistir com ganhos para todos.
•O governo pretende enviar após o Carnaval um projeto próprio para acabar com a escala 6x1, com urgência constitucional.
•Segundo Lindbergh Farias, o Planalto quer liderar o debate e não aproveitará propostas já em tramitação no Congresso.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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