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MINERAÇÃO

Proposta de criação da Terrabras entra no radar e provoca reação no setor

Câmara discute criação de estatal de minerais estratégicos e abre disputa sobre modelo de exploração no País.

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  • Da Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 17/04/26 17:00
Proposta de criação da Terrabras entra no radar e provoca  reação no setor
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proposta de criação da “Terrabras”, estatal voltada à gestão de minerais estratégicos, abriu uma frente de tensão entre governo e mercado. Em nota, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração reagiu às iniciativas e apontou risco de insegurança jurídica e perda de atratividade para investimentos.

Projeto apresentado pela bancada do PT conta com 74 assinaturas, mas abre frente de tensão entre governo e mercado/ Fotos: Agência Câmara.
Os deputados Natália Bonavides e Fernando Mineiro assinaram o projeto apresentado pela bancada do PT. A matéria conta com assinatura de 74 parlamentares. Em tramitação na Câmara, os PLs 1733/2026 e 1754/2026 partem de premissas semelhantes - ampliar o controle estatal -, mas com graus diferentes de intervenção. Um prevê a criação de empresa pública com participação da União na cadeia produtiva; o outro avança para um modelo de partilha, com participação mínima de 50% da nova estatal na produção mineral.


Sinal de alerta

Na avaliação do setor mineral, o desenho das propostas eleva o risco regulatório. A leitura é de que mudanças estruturais no modelo de exploração podem afastar investidores, sobretudo estrangeiros, que operam sob lógica de previsibilidade e estabilidade contratual.

A nota da ABPM também questiona a capacidade operacional do Estado para tocar uma empresa desse porte. O argumento é de que apesar das reservas relevantes, o País ainda não teria estrutura financeira, técnica e gerencial suficiente para competir globalmente sem comprometer eficiência.

Nos bastidores de Brasília, defensores das propostas sustentam que a medida é necessária para garantir soberania sobre minerais críticos e reduzir dependência externa - tema que ganhou força com a nova geopolítica da transição energética. A avaliação é de que o Brasil não pode repetir o papel de mero exportador de matéria-prima.

O caso do Pará

No Pará, onde se concentram algumas das principais reservas minerais do País, o debate tende a ganhar temperatura. Qualquer mudança no modelo de exploração impacta diretamente cadeias logísticas, arrecadação e a dinâmica de investimentos - especialmente em regiões já pressionadas por gargalos de infraestrutura.

Entre o discurso da soberania e o receio do mercado, a Terrabras ainda é projeto, mas já cumpre um papel concreto: recolocar na mesa a velha disputa sobre até onde o Estado deve ir - e até onde o capital está disposto a ficar.

Papo Reto

Para o presidente Lula, o ex-deputado Alexandre Ramagem (foto) é "golpista" - e por isso defende sua extradição dos Estados Unidos para cumprimento da pena no Brasil. 

•Comissão especial que discute a regulamentação do trabalho por aplicativo cancelou a votação do parecer de Augusto Coutinho. 

Lula afirmou que o governo quer aprovar o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos. De acordo com o presidente, ministros buscam uma solução para o tema após o adiamento da votação na Câmara. 

•Economista José Roberto Afonso avaliou que o principal avanço do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos é a inclusão desses trabalhadores no sistema de proteção social. 

Ação no STF questiona a possibilidade de troca de partido sem perda de mandato parlamentar. 

•Lula criticou Flávio Bolsonaro por usar um vídeo antigo para atacar o governo e afirmou que 2026 será "o ano da verdade contra a mentira". O presidente afirmou que o senador foi "pego de calças curtas" com mentiras. 

A Uber ameaça deixar o Brasil caso o governo federal aprove lei que concede direitos trabalhistas aos motoristas e restrinja a porcentagem de lucro da empresa, em torno de 20% na Europa e 50% no Brasil.

•Afinal, é o motorista quem trabalha duro, tem despesas com o veículo, combustível, corre perigo constante e acaba ficando com a menor parte do valor da corrida.

As grandes indústrias de jeans americanas - Lee, Zara e Lewis - têm produzido calças, blusões, bolsas e outros produtos da moda com tecidos de algodão brasileiro, o segundo maior produtor mundial.

•Parte do rico e variado artesanato nordestino também é confeccionado com o algodão da região, e as rendeiras, como as de Maceió, recebem encomendas de diversos países do mundo. As peças chegam a valer entre R$ 10 a R$ 20 mil.

Mais matérias OLAVO DUTRA

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.