"No grito" funciona: governos testam, recuam e, não raro, fingem até convicção Curtidas antes do voto: pré-campanha paga já corre nos quatro cantos do Pará Potenciais candidatos, ministros começam a deixar governo; Jader Filho segue na pasta.
Artigo

Produtores visionários e investidores atentos redesenham o futuro agrícola do Brasil

Com inovações tecnológicas, boa vontade do clima e o crescimento das áreas cultiváveis, o Brasil tem tudo para gerar bilhões também com novas culturas

  • 324 Visualizações
  • José Croelhas | Especial para o POD
  • 01/02/26 12:02
Produtores visionários e investidores atentos redesenham o futuro agrícola do Brasil

Como segundo maior produtor de alimentos do planeta e embalados, agora, por uma agricultura de precisão, produtores brasileiros já elegeram novas apostas para um futuro gigante do agro nacional.


Se Deus mandar por tempo e o governo fizer sua parte, garantindo os necessários investimentos em logística, tecnologia e sustentabilidade, até 2030 o Brasil gerará bilhões de dólares com diversas culturas impulsionadas por uma sedenta e global demanda.

Ouso destacar que a inovação tecnológica, associada às vantagens climáticas, além da própria expansão das áreas cultiváveis podem transformar o Brasil num fornecedor mundial ainda mais portentoso, inclusive de produtos que o mundo sequer suspeita que vai precisar.


É verdade que a soja, independente de carregar um "calo" incômodo chamado dependência de fertilizantes (importados), seguirá exercendo o papel de carro-chefe da locomotiva agrícola brasileira, graças ao aumento de produtividade, atendendo as demandas de farelo (proteína animal) e óleo (biodiesel, alimentação). 

No caso do milho, a safrinha já consolidou o Brasil como grande exportador do grão, sustentado pela procura quase infinita de etanol e ração animal.


No algodão, já somos um dos maiores exportadores mundiais, com uma fibra de altíssima qualidade e sustentável, tendo mercado garantido até na exigente Ásia.

A carne bovina, o frango e o peixe (com rastreabilidade e sustentabilidade) e seus notáveis diferenciais, tornam a nossa produção uma das mais desejadas do mundo. Nas culturas de alto valor agregado, o café (especial/grãos finos) ninguém tem dúvida: seguirá firme, pujante e soberano.


E o que dizer da fruticultura? Bem, a manga e a uva, que conquistaram de vez Europeu e Ásia; melão e melancia de alta qualidade e produtividade do Nordeste; morangos e amoras do Sul e MG com demanda global crescente; abacates "ouro verde", o novo queridinho dos EUA e Europa; cacau fino, agora com qualidade e rastreabilidade passou atender o mercado 'premium' de chocolate, super em alta; cana-de-açúcar para etanol (energia renovável) e bioeletricidade... Tudo isso tem crescido de forma surpreendente no Brasil.


Mediante significativas inovações tecnológicas, boa vontade do clima e o crescimento das áreas cultiváveis, o Brasil tem tudo para gerar bilhões também com novas culturas, tudo impulsionado por uma insaciável demanda por alimentos. Dentro dos novos nichos, veja o caso do açaí, cujo consumo mundial explodiu e o Brasil controla mais de 90% da oferta, absorvida no mundo por academias, redes de fast-food saudável etc.


Também o mercado do cupuaçu, recentemente descoberto pelo segmento 'premium', que vai da mesa à cosmética. Por outro lado, os grãos alternativos como os andinos quinoa e amaranto, também o gergelim e outros já vêm sendo cultivados com excelente escala e produtivide no Brasil.


Os biocombustíveis de nova geração (aqueles que não competem com a geração de alimentos) como a macaúba, que apresenta maior produtividade que a soja e o dendê, podendo ser produzida em áreas degradadas, é mais uma promessa nacional.

Outro "ouro" brasileiro são os produtos florestais como o eucalipto, que já é matéria prima indispensável para as biorefinarias produzirem, além do papel, até mesmo bioplástico.


A produção de bioalgas para a produção de óleos e proteínas também começou já é uma realidade. Verdadeiramente, os produtores brasileiros já descobriram e estão apostando na diversificação da pauta agrícola para além das 'commodities' tradicionais, agregando valor e explorando nichos sustentáveis.


Claro que riscos e desafios precisarão ser considerados no enfrentamento, por exemplo, ao protecionismo e inevitáveis barreiras sanitárias, quer na ampliação e redução dos custos logísticos. O futuro do agro brasileiro já começou.


Foto: Agência Brasil

______________________



Mais matérias Opnião

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.