Vale nega dívida bilionária de royalties; Pará teria direito a R$ 12,2 bilhões Pará fica abaixo da média nacional no Ideb e eleva pressão sobre o governo IA na seleção de pessoas entra no radar da fiscalização e pressiona setor
EDUCAÇÃO

Pará fica abaixo da média nacional no Ideb e eleva pressão sobre o governo

Estado não alcança a média brasileira de 5,3 e expõe que os investimentos na educação não se converteram em desempenho nas salas de aula.

  • 269 Visualizações
  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 06/08/26 12:00
Pará fica abaixo da média nacional no Ideb e eleva pressão sobre o governo
O

 

novo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) acendeu um sinal de alerta no Pará. Embora o Brasil tenha registrado, em 2025, o melhor desempenho desde a criação do indicador, o Estado permaneceu abaixo da média nacional nos anos finais do ensino fundamental - fase que vai do 6º ao 9º ano e concentra alguns dos maiores desafios da educação pública.

Nota 4,8 diante da média nacional de 5,3; resultado deixa Estado mais distante das unidades da Federação que lideram o ranking/Fotos: Divulgação.
O Pará alcançou nota 4,8, enquanto a média nacional foi de 5,3. O resultado deixa o Estado distante das unidades da Federação que lideram o ranking, como Paraná (5,9), Ceará e Goiás (5,7), e reforça que a rede estadual ainda enfrenta dificuldades para elevar a aprendizagem dos estudantes.

Retrato preocupante

O resultado contrasta com o volume de investimentos anunciados pelo governo estadual nos últimos anos. Construção e reforma de escolas, climatização de salas de aula, ampliação da educação em tempo integral e aquisição de equipamentos passaram a ocupar espaço frequente na publicidade institucional.

Os números do Ideb, entretanto, mostram que infraestrutura, por si só, não basta. O indicador considera o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, aliado às taxas de aprovação, tornando-se o principal termômetro da qualidade da educação básica brasileira. Na prática, o índice revela que o desafio paraense permanece dentro da sala de aula.

O desafio continua

Os anos finais do ensino fundamental representam uma das etapas mais delicadas da trajetória escolar. É nesse período que aumentam a evasão, a defasagem entre idade e série e as dificuldades de aprendizagem, especialmente em Português e Matemática.

Por isso, permanecer abaixo da média nacional não significa apenas uma posição desfavorável em um ranking. Significa que milhares de estudantes paraenses chegam ao ensino médio com déficits de aprendizagem que comprometem sua formação e reduzem suas oportunidades futuras.

Cobrança inevitável

O Ideb é divulgado a cada dois anos e serve como referência para avaliar a efetividade das políticas públicas educacionais. Diante do novo resultado, cresce a expectativa para que a Secretaria de Educação apresente um diagnóstico das causas do desempenho e as medidas que pretende adotar para reduzir a distância em relação à média nacional.

A divulgação do indicador também deve alimentar o debate político. Afinal, educação costuma ocupar lugar de destaque nos discursos oficiais. Mas o Ideb lembra que a avaliação mais importante continua sendo feita longe dos palanques: dentro das salas de aula.


Papo Reto

Se a estratégia era contemplar todos os segmentos, a conta política ainda está aberta. Nos bastidores, já há quem avalie que Helder Barbalho (foto) montou uma chapa equilibrada para acomodar forças do MDB, do agronegócio e do segmento evangélico. 

•O problema é que, em política, equilíbrio interno nem sempre se converte em voto na urna. As primeiras reações indicam que a engenharia pode ter pacificado aliados, mas ainda precisará convencer o eleitorado. 

Afinal, chapa que agrada todo mundo na mesa de negociação nem sempre empolga quem decide a eleição.

•No Brasil, há quem diga que a urna eletrônica e o jogo do bicho são patrimônios nacionais. A diferença, segundo o humor, é que um deles ainda entrega comprovante.

Ponderação do editor: certas instituições parecem acima de qualquer pergunta. Mas aí vem o humor, faz uma comparação improvável e deixa a polêmica pronta para o café da manhã.

•A dois meses do primeiro turno, Lula lidera, mas em cenário mais apertado que o de 2022. A comparação entre pesquisas feitas no mesmo estágio das duas campanhas mostra redução da distância para o seu principal adversário. 

O Republicanos rejeitou convite para apoiar Flávio Bolsonaro e decidiu não tomar posição nacional na eleição presidencial. 

•A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, rejeitou o convite de Flávio Bolsonaro para ser vice em sua chapa e anunciou manter a independência do partido. 

Em convenção nacional, o União Brasil confirmou a neutralidade nas eleições presidenciais e fecha definitivamente as portas para chapa com Flávio Bolsonaro. 

•Com a covid-19 novamente em debate, Flávio Bolsonaro prometeu que, em eventual governo, "não vai faltar vacina" para os brasileiros em futuras emergências sanitárias

Mais matérias OLAVO DUTRA

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.