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Do Brasil para a China

Operação da PF atua contra extração e comércio ilegal de manganês no Pará

Justiça Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 24 milhões vinculados aos investigados

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  • 27/01/26 19:00
Operação da PF atua contra extração e comércio ilegal de manganês no Pará

Marabá, PA - A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (27), a Operação Nêmesis, com o objetivo de combater crimes ambientais e a usurpação de bens minerais da União. A investigação apura um esquema de extração e comercialização ilegal de manganês em em Marabá, no sudeste do Pará, com destino ao mercado internacional, especialmente a China.


Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nas cidades de Belém e Parauapebas (PA), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG). As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal.


Durante as diligências, os agentes apreenderam um helicóptero, veículos, joias e outros bens de alto valor. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 24 milhões vinculados aos investigados.


De acordo com fontes ouvidas pela Coluna Olavo Dutra no Sul do Pará, um dos principais investigados é Jamil Silva Amorim, marido da servidora da Secretaria da Fazenda, Sefa, Rosilene do Socorro Pereira Bessa, atualmente lotada na Coordenação Executiva de Controle de Mercadorias em Trânsito, Cecomt, Carajás, em Marabá. O setor é responsável por administra os postos fiscais da Sefa no sul e sudeste do Pará.


MR Mining no radar da PF


Entre os alvos da investigação está o empresário Alexandre Masoller Borges e sua empresa, MR Mining, que passaram a ser monitorados pelas autoridades por ligação com esquema criminoso. Reportagem do Minera Brasil  de junho de 2025, já apontava Masoller e sua empresa  como parte da  quadrilha  


Agentes da PF estiveram no escritório da empresa em Goiânia, e segundo fontes que acompanham de perto as investigações, o local era apenas de fachada para tentar driblar as autoridades. A PF esteve também na residência de Masoller, mas ele não estava no local  


A MR Mining é apontada nas investigações como empresa que “esquenta” o manganês extraído ilegalmente, fornecendo estrutura para o escoamento da exportação do minério de origem clandestina


Estrutura criminosa e prisões


As investigações indicam que a organização criminosa mantinha estrutura sofisticada para mascarar a origem ilícita do manganês, utilizando notas fiscais “esquentadas” para dar aparência de legalidade ao produto e viabilizar a exportação fraudulenta. O esquema teria movimentado valores milionários, envolvendo mineradoras, operadores logísticos e intermediários financeiros.


Entre os presos está Jamil Amorim, que era procurado pela Justiça e apontado pela Polícia Federal como líder da organização criminosa responsável pelo esquema. Também foi alvo de busca o empresário conhecido como JK e sua filha investigados por participação direta nas atividades ilícitas. Segundo a PF, a atividade ilegal  vem causando prejuízos ambientais e danos ao patrimônio mineral da União.


Desdobramento de outras operações


A Operação Nêmesis é um desdobramento de investigações anteriores da Polícia Federal contra o mesmo tipo de crime, como as Operações Dolos I e II, deflagradas ao longo de 2024, que já haviam identificado a atuação de grupos envolvidos na extração e no comércio ilegal de manganês no Pará.


As investigações seguem em andamento, e a Polícia Federal não descarta o surgimento de novos envolvidos.


Foto: Divulgação

Estadão conteúdo

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.