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Minerais raros

Multinacional inicia programa de 28 mil metros de sondagem em Carajás

Trabalho é voltado à expansão e reclassificação de paládio, platina, ródio, ouro e níquel em meio à busca de diferentes países por minerais raros

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  • 19/02/26 18:00
Multinacional inicia programa de 28 mil metros de sondagem em Carajás

Belém, PA - A Bravo Mining Corp. anunciou o início de seu programa de exploração mineral de 2026 no depósito Luanga, localizado no Complexo Mineral de Carajás, no Pará. A campanha inclui 28 mil metros de sondagem voltados à expansão e reclassificação de recursos minerais de paládio, platina, ródio, ouro e níquel.


O projeto, de propriedade integral da companhia, mobiliza quatro sondas de perfuração e integra atividades de sondagem e geofísica com o objetivo de ampliar o conhecimento geológico da área e apoiar o estudo de pré-viabilidade (PFS), previsto para o terceiro trimestre de 2026.


Do total previsto, cerca de 22 mil metros serão destinados à perfuração de preenchimento (infill) e de extensão do depósito Luanga. A estratégia visa aumentar o grau de confiança dos recursos minerais existentes, convertendo recursos inferidos em categorias de maior confiabilidade, como Medidos e Indicados


Além disso, a perfuração de extensão avaliará áreas onde a estimativa atual de recursos minerais ainda é limitada pela falta de dados geológicos abaixo de aproximadamente 200 metros de profundidade, com potencial de expansão dentro de parâmetros de mineração a céu aberto


As sondas instaladas no local possuem capacidade de perfuração de até 1.200 metros de profundidade.


Alvos profundos


Uma quarta sonda será dedicada a um programa adicional de 6 mil metros focado em novos alvos regionais e em áreas profundas sob o depósito existente. Segundo a empresa, seis áreas prioritárias foram selecionadas após revisão técnica independente conduzida por especialistas internacionais em geologia e geoquímica de intrusões máfico-ultramáficas.


O programa também inclui uma etapa robusta de estudos geofísicos, que deverão refinar o direcionamento das perfurações e apoiar a avaliação sistemática dos alvos identificados.


Segundo o CEO Luis Azevedo, os alvos regionais e profundos resultam de um processo técnico estruturado, que reuniu análises geológicas, geoquímicas e geofísicas conduzidas por consultores independentes em conjunto com a equipe da empresa.


“Esse trabalho fornece uma estrutura para potencialmente desbloquear valor além do atual recurso mineral, ao mesmo tempo em que reduz riscos do projeto de forma sistemática”, disse.


Foto: Divulgação/Simineral

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.