Ministério da Fazenda sabota incentivos, cria insegurança e espanta investidores no País Belém faz carnaval fora de época para "cumprir tabela" e apaga a própria folia Em sucessão vigiada, Helder sai do cargo, mas não do comando do governo do Pará
Crise

Maduro será julgado em NY; brasileiros que estavam retidos na fronteira voltam ao Brasil

Cerca de 25 brasileiros que estavam retidos na região de fronteira entre o Brasil e a Venezuela conseguiram atravessar e retornar ao Brasil

  • 208 Visualizações
  • 03/01/26 12:03
Maduro será julgado em NY; brasileiros que estavam retidos na fronteira voltam ao Brasil

São Paulo, SP - A Procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, disse que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que Maduro e a primeira-dama venezuelana foram capturados pelas forças americanas em uma ação militar ocorrida neste sábado, 3.


"Nicolás Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração contra os Estados Unidos", afirmou Pamela na publicação no X, dizendo que em breve Maduro e sua esposa enfrentarão a justiça americana em solo americano.


Brasileiros retidos


Cerca de 25 brasileiros que estavam retidos na região de fronteira entre o Brasil e a Venezuela conseguiram atravessar e retornar ao Brasil neste sábado, 3, após a liberação feita por autoridades venezuelanas. O grupo, formado por turistas de Boa Vista e Manaus, passou de forma tranquila, sem registros de conflito ou tensão, e já voltou para casa.


Segundo relatos, os turistas aguardavam autorização para retornar quando foram informados oficialmente da liberação. A passagem ocorreu de maneira organizada, com abordagem educada por parte das autoridades venezuelanas, que chegaram a enviar mensagem confirmando a liberação do grupo, garantindo segurança durante a travessia.


Em Pacaraima, o comércio permanece aberto, mas com movimento reduzido. A ausência de compradores vindos de Santa Elena de Uairén impactou diretamente as vendas, apesar do funcionamento normal das lojas em ambos os lados da fronteira.


O prefeito de Pacaraima, Walderi D’Avila, afirmou que o momento é de observação e cautela. "Estamos aguardando os próximos dias para entender como a situação vai se comportar. A preocupação existe, principalmente com um possível aumento no fluxo migratório", destacou.


De acordo com a prefeitura, a estrutura de acolhimento segue preparada caso haja nova onda migratória. A avaliação é que, com a captura de Nicolás Maduro, o cenário pode permanecer estável, mas a definição real deve ocorrer até o início da próxima semana


A crise é acompanhada com atenção especial em Roraima, que historicamente sofre impactos diretos de instabilidades na Venezuela, sobretudo no fluxo migratório e na pressão sobre serviços públicos. O governador de Roraima Antonio Denarium (Progressistas) informou que mantém contato permanente com órgãos federais para monitorar a situação e prevenir reflexos mais graves na fronteira.


Em nota oficial, o Executivo roraimense destacou que a prioridade é garantir a ordem pública, a segurança da população e a continuidade dos serviços essenciais, reforçando que os órgãos de segurança seguem em prontidão, mas com atuação dentro da normalidade.


Repercussão política em Roraima


O episódio também gerou reações no campo político local. O senador Mecias de Jesus, líder do Republicanos e pai do ministro do TCU Jhonatan de Jesus, se manifestou de forma contundente, elogiando a postura do governo norte-americano. Segundo ele, a ação dos EUA enfrenta uma ditadura que oprime o povo venezuelano e exporta instabilidade para países vizinhos.


O povo de Roraima pagou o preço da crise migratória enquanto o governo federal foi conivente. A liberdade começa a ser devolvida ao povo venezuelano e também ao Brasil", afirmou o senador, ao declarar apoio explícito ao presidente Donald Trump


Nota do governo na íntegra


O Governo do Estado de Roraima acompanha com atenção os acontecimentos recentes na Venezuela e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense.


Em razão da localização geográfica, Roraima mantém historicamente relações de cooperação com os países vizinhos, incluindo Venezuela e Guiana, pautadas pelo diálogo, pela integração social, pelo desenvolvimento econômico e pelo respeito às fronteiras. As autoridades estaduais permanecem em permanente contato com os órgãos competentes da União para monitorar possíveis desdobramentos que possam impactar a rotina da população.


O Governo de Roraima reforça a importância de que questões internacionais sejam conduzidas por meio de mecanismos diplomáticos e do diálogo, evitando qualquer escalada de conflito que comprometa a estabilidade e o bem-estar dos povos da região. O Estado se mantém à disposição para colaborar com as instâncias federais e com organismos internacionais, sempre que necessário.


Os órgãos de segurança pública estaduais seguem preparados e articulados, mantendo rotinas normais de atuação, com foco na garantia da paz, da proteção e da continuidade dos serviços essenciais à população roraimense.


Foto: 

Estadão conteúdo

Mais matérias Mundo

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.