Servidores apontam suspeitas de possível favorecimento em concurso na Emater Ministério da Justiça cobra Pará e ameaça bloquear repasse de verba da segurança Sem partido, Sabino vira "joia da coroa" na disputa por vaga no Senado em 2026
Protesto

IPSA lança inflável gigante sobre o impacto dos agrotóxicos durante a Cúpula dos Povos

Ação simbólica alerta para os riscos dos pesticidas altamente perigosos e propõe novo padrão internacional para banimento de substâncias tóxicas

  • 329 Visualizações
  • 14/11/2025, 18:00
IPSA lança inflável gigante sobre o impacto dos agrotóxicos durante a Cúpula dos Povos

Belém, PA - Um inflável de 12 metros de altura foi erguido nesta quinta-feira, 13, durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30, em Belém, como parte da campanha global pelo banimento dos agrotóxicos altamente perigosos (HHPs). A ação, realizada pelo International Pesticide Standard Alliance (IPSA) e diversos parceiros, busca sensibilizar delegações, sociedade civil e imprensa nacional e internacional sobre os impactos dessas substâncias na saúde humana e nos ecossistemas.


A iniciativa integrou a programação da Cúpula dos Povos pela Justiça Climática, espaço que reúne movimentos sociais, povos indígenas, organizações da sociedade civil e lideranças de diversos países na construção de soluções integradas para a crise climática e socioambiental.

 

Com mensagens em português e inglês, o inflável traz um alerta visual poderoso sobre o uso de agrotóxicos, suas consequências para o clima e a contaminação da água, do solo e dos alimentos. A instalação faz parte de uma série de ações articuladas pelo IPSA durante a COP30.

 

Larissa Bombardi, Diretora Científica do IPSA e professora do Departamento de Geografia da USP, exilada na Bélgica após ameaças sofridas por conta de suas pesquisas sobre o tema dos agrotóxicos no Brasil, afirma que “o momento da COP30 é único para discutir todos os aspectos que envolvem a mudança climática, e o uso de agrotóxicos é um deles. O impacto dessas substâncias não está restrito ao presente, ele compromete também o futuro do planeta. Além de destruírem ecossistemas de forma direta, esses produtos estão profundamente ligados ao uso intensivo de combustíveis fósseis, seja na sua produção, no transporte global ou na matéria-prima utilizada.” 


“Aproveitando que a COP acontece na Amazônia, justamente a região onde mais cresceu o uso de uma substância banida na União Europeia há 20 anos, este é o momento de repensar e agir politicamente pelo banimento global dessas substâncias altamente perigosas, entre as quais está a atrazina”. complementa.

 

Sérgio Ribeiro, Diretor Geral do CIRAT e secretário-executivo do IPSA, afirma que “a intenção é reforçar que o uso de agrotóxicos altamente perigosos é uma ameaça real à saúde das pessoas e ao equilíbrio climático. Substâncias já proibidas em vários países do norte global ainda circulam em regiões do sul global, e isso precisa mudar. Nosso objetivo é chamar atenção para a urgência desse assunto e incentivar governos e sociedade a avançarem para alternativas mais seguras e sustentáveis.


O lançamento contou com captação de imagens aéreas por drones, com o objetivo de gerar registros para difusão nacional e internacional. Além do inflável principal, de 12 metros, um segundo modelo menor, de 2,5 metros, será instalado na entrada do evento.


Sobre o IPSA


International Pesticide Standard Alliance (IPSA) é uma aliança internacional lançada durante a Conferência da Água da ONU em 2023 e que congrega atores da sociedade civil, governos e cientistas dos cinco continentes com o objetivo de desenvolver um padrão internacional para agrotóxicos. A iniciativa busca reduzir o uso das substâncias que a ciência já comprovou que impactam a saúde humana e o meio ambiente, estimulando políticas públicas que acelerem a transição para práticas agrícolas seguras e sustentáveis.


Foto: Reprodução/Instagram

Mais matérias Cidades

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.