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Consequências

Governo traça planos para que preço puxado por guerra não chegue às famílias

Entre as medidas consideradas preventivas, governo Lula já zerou as alíquotas do PIS) e Cofins sobre importações

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  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 26/03/26 12:00
Governo traça planos para que preço puxado por guerra não chegue às famílias

Brasília, DF - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que recebeu do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a missão para que "o preço que a guerra (no Irã) vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias" brasileiras. Ele citou as últimas ações do governo para conter a alta dos combustíveis, como as alíquotas zeradas de Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a importação.


Também disse que busca uma solução junto aos governadores e que vai cobrá-los na sexta-feira, 27, por uma resposta a uma sugestão já apresentada pela Fazenda. "Anunciamos, há duas semanas, uma ajuda para quem está produzindo e importando diesel Estamos conversando, junto com o ministro (Guilherme) Boulos para que os caminhoneiros sigam trabalhando e confiando no trabalho do governo federal. E estamos discutindo com governadores. Já apresentei proposta e vou cobrar amanhã, 27, para que a gente aumente o apoio para importação de diesel e mantenha nosso País soberano em termos de abastecimento."


"Estamos protegendo nossos caminhoneiros, as famílias e o consumidor de uma guerra que não foi causada por nós. A guerra no Irã, que vemos como uma lástima para o mundo, tem causado uma série de desarranjos na economia global. O que o presidente Lula nos pediu e estamos cuidando disso no dia a dia é garantir que o preço que a guerra vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias", reiterou Durigan, em visita à linha de produção e participação da reinauguração do parque fabril da Caoa, em Anápolis (GO)


O novo ministro da Fazenda foi apresentado por Lula aos presentes no evento. O presidente tem feito isso em todos os compromissos em que está acompanhado de Durigan.


O ministro disse que seu principal objetivo à frente da Fazenda "é fazer com que a gente coloque de maneira mais concreta e visível todos os ganhos que Lula, Haddad e Alckmin proporcionaram ao País". "Precisamos evidenciar isso", disse, citando o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.


E declarou: "Quando vocês lembram de ter um Brasil com inflação sob controle, crescimento contínuo e sustentável, com as pessoas saindo do mapa da fome, nível de emprego aumentando? Isso é raro "


O ministro destacou dados como o crescimento das safras do agronegócio concomitante com a redução do desmatamento. "Com o presidente Lula, o compromisso é com todos: com o meio ambiente, com o agronegócio, com a indústria, com o desenvolvimento, para nosso povo viver com qualidade de vida", afirmou.


Também fez um aceno aos trabalhadores da fábrica que visitou ao lado de Lula. Disse que o "desenvolvimento é fundamental para o País" e que é preciso aumentar a produtividade da indústria brasileira. Segundo ele, isso permitirá que os trabalhadores "trabalhem bem e menos tempo, tenham mais tempo para descansar. Isso é ganho de produtividade".


"Nosso País precisa disso, de agora em diante vamos perseguir ganho de produtividade, de inovação e de eficiência", comentou Durigan.


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.