A organização também se recusa a comentar ações posteriores das pessoas que receberam o prêmio
São Paulo, SP - A Fundação Nobel, responsável por conceder o prêmio de mesmo nome anualmente para quem se destaca como promotor da paz ou de progressos científicos, afirmou nesta sexta-feira, 16, que o prêmio e o premiado são "inseparáveis". A nota foi divulgada após a venezuelana María Corina Machado dar seu diploma e sua medalha para Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Ao conceder o prêmio, a Fundação dá uma medalha, um diploma e, separadamente, uma quantia em dinheiro (11 milhões de coroas suecas, ou R$ 6,4 milhões, na cotação atual).
Segundo o Comitê, um laureado não pode compartilhar o prêmio com outras pessoas, nem transferi-lo depois de anunciado, mesmo que a medalha ou o diploma sejam dados a outra pessoa. Assim, o Prêmio Nobel da Paz nunca pode ser revogado - a decisão é definitiva e válida para sempre. A organização também se recusa a comentar ações posteriores das pessoas que receberam o prêmio.
Segundo a Fundação, quem recebeu o prêmio é livre para fazer qualquer coisa com a medalha ou o diploma, de forma que podem ser doado a museus, leiloado para causas beneficentes ou qualquer outro destino que a pessoa deseje.
Machado recebeu o prêmio por combater a ditadura liderada por Nicolás Maduro na Venezuela. Trump já havia tornado sua vontade de receber o Nobel da Paz pública e notória, mas como o reconhecimento se trata do ano de 2024, quando ele ainda não havia voltado ao cargo de presidente americano, não seria possível premiá-lo.
Trump afirmou que "encerrou oito guerras" em 2025, apesar de muitos dos conflitos terem sido apenas pausados, e não encerrados definitivamente.
A líder da oposição ao chavismo na Venezuela enfrenta uma relação deteriorada com o governo Trump após a operação que levou à captura do ditador Nicolás Maduro.
Depois da incursão no país da América do Sul, o presidente dos EUA não ofereceu apoio político imediato para a detentora do Nobel da Paz. Segundo informes da inteligência americana, ela não possuía apoio suficiente para governar a Venezuela após a captura do ditador.
No entanto, após a reunião, ela afirmou que "conta com o presidente Trump para a liberdade da Venezuela" e que "espera ser presidente da Venezuela "no momento certo".
Horas depois, Trump comentou sobre o encontro em postagem na sua rede social. "Foi uma grande honra para mim encontrar María Corina Machado, da Venezuela, hoje. Ela é uma mulher maravilhosa que passou por muita coisa. María me presenteou com o seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que eu fiz. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!”.
Foto: Divulgação
Estadão conteúdo
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.