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Funcionários da Hyundai entram em greve por medo de perder empregos para robôs

Trabalhadores demonstram preocupação com o avanço da automação e seus possíveis impactos nos postos de trabalho

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  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 15/07/26 14:00
Funcionários da Hyundai entram em greve por medo de perder empregos para robôs

São Paulo, SP - A Hyundai prometeu um futuro colaborativo na última edição da CES (Consumer Electronics Show). Vendeu o discurso dos robôs como parceiros de fábrica e, num futuro próximo, da vida cotidiana. No entanto, um grupo não curtiu muito a ideia: a turma de carne e osso.


Funcionários da Hyundai encetaram greve rotativa de três dias por conta de negociações salariais fracassadas. No entanto, de acordo com a Bloomberg, também entra na discussão a proteção para a renda dos trabalhadores à medida que a automação avança e o aumento da idade de aposentadoria de 60 para 65 anos.

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Vale lembrar que a Hyundai anunciou que irá passar a usar robôs humanoides em suas fábricas a partir de 2028. Seu novo “funcionário”, o Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, aprende tarefas em menos de um dia, opera de forma autônoma, troca a própria bateria e levanta até 50 kg. Além disso, resiste à água, encara lavagens industriais e trabalha em temperaturas que fariam muito operário pedir atestado.

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A ideia da Hyundai é ampliar o uso do Atlas para todas as suas fábricas ao redor do mundo. O Brasil, claro, não passa incólume. Em 2028, o robô terá como objetivo realizar tarefas de logística, mais repetitivas. A partir de 2030, passará a montar componentes e, posteriormente, atuará em operações pesadas.


“Greves anteriores não resultaram em nada além de perdas de produção irreversíveis, salários perdidos e duras críticas de nossos clientes e do público”, alertou o chefe de produção nacional, Choi Yeong Il, em comunicado divulgado pela Bloomberg. Ele acrescentou que a Hyundai não compensará os trabalhadores pelos salários perdidos durante a paralisação.


A empresa mostra, com tal postura, que não irá recuar. Mesmo assim, paralisações do tipo são prejudiciais, e acabam fazendo com que milhares de veículos não sejam produzidos.


É claro que o trabalhador merece segurança. No entanto, se a Hyundai, de fato, adotar com força o uso de robôs humanoides, não terá de passar por greves do tipo. A linha de montagem vai ter de parar por uma atualização de software... E olhe lá.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.