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Folia que cabe no bolso: como não ultrapassar o orçamento durante o Carnaval?

Em meio aos gastos com fantasias e bloquinhos, saber onde adquirir os itens e ponderar o que realmente é necessário evita o saldo negativo no final do mês

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  • 08/02/26 22:00
Folia que cabe no bolso: como não ultrapassar o orçamento durante o Carnaval?

Belém, PA - O Carnaval é um dos períodos mais intensos de consumo do calendário brasileiro, uma vez que concentra, em poucos dias, uma sequência de pequenos gastos que passam despercebidos no momento, mas aparecem com força no fechamento do mês. Fantasias, acessórios, transporte, alimentação e itens de apoio aos blocos somam valores que, sem planejamento, facilmente ultrapassam o orçamento - sobretudo no início do ano, quando as finanças já estão pressionadas por despesas recorrentes.


Esse cenário ganha ainda mais relevância diante da dimensão que a festa alcançou nos últimos anos. Em São Paulo, por exemplo, o Carnaval de 2025 contou com mais de 600 blocos de rua, segundo dados da prefeitura, espalhando a programação por diferentes regiões da cidade e ampliando tanto o alcance da folia quanto as oportunidades de consumo ao redor dos eventos. A expectativa para 2026 é de crescimento desse volume, o que reforça a necessidade de organização financeira por parte dos foliões.


O impacto econômico acompanha essa expansão. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projetou que o Carnaval de 2025 movimentaria cerca de R$ 12 bilhões em faturamento no país, impulsionando setores como comércio, serviços e turismo.


Para o especialista Rogério Zorzetto, o comportamento do consumidor em 2026 indica uma movimentação ainda mais intensa, com compras iniciadas semanas antes da festa. Segundo ele, a procura por itens de Carnaval vem crescendo desde janeiro, o que demonstra uma preparação antecipada, mas também exige atenção ao controle de gastos.


Zorzetto explica que o consumo deixou de se concentrar apenas em fantasias completas e passou a incluir itens funcionais, pensados para o conforto durante os blocos. “Há uma busca crescente por acessórios que complementam a fantasia e por produtos utilitários, como copos térmicos, ventiladores portáteis e adereços reutilizáveis. São itens que parecem baratos individualmente, mas que, somados, impactam o orçamento se não houver critério”, afirma. Para o executivo, o principal risco está na compra por impulso, motivada pela proximidade da festa ou pelos preços nos arredores dos eventos.


Diante desse contexto, o especialista reforça que o planejamento financeiro não deve ser encarado como um impeditivo para aproveitar o Carnaval, mas como uma ferramenta para aproveitar a festa com tranquilidade. “Não se trata de deixar de festejar, e sim de saber para onde o dinheiro está indo. Definir um valor máximo para gastar com a folia e respeitar esse limite faz toda a diferença no fim do mês”, orienta. A recomendação é priorizar compras antecipadas, feitas em lojas de preço acessível, e evitar adquirir produtos no dia do evento, quando os valores tendem a ser mais elevados.


Outra estratégia importante envolve o reaproveitamento. Fantasias de outros anos, peças básicas do guarda-roupa e acessórios simples permitem combinações sem a necessidade de novos gastos. Além disso, levar itens de casa, como água, boné e abadá, reduz despesas recorrentes durante os blocos, onde o consumo costuma ser mais caro e menos planejado. “O consumidor que se organiza antes consegue participar de vários dias de festa sem comprometer o orçamento”, destaca Zorzetto.


Foto: Agência Pará

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.